Publicado em 16/10/2026 às 11h15 Indaiatuba Mercado imobiliário
O segmento de 2 dormitórios econômicos foi o campeão de vendas
Foto: Divulgação
ANA PAULA KUNTZ
O mercado imobiliário
residencial vertical de
Indaiatuba desacelerou
no 2º trimestre de 2026. Levantamento
mais recente divulgado
pelo Secovi-SP aponta
que foram comercializadas
427 unidades entre abril e
junho, ante 837 no primeiro
trimestre — uma queda de
49% no comparativo trimestral.
O recuo, que já desconta
os cancelamentos de contratos
(distratos) registrados no
período, veio acompanhado
da ausência de novos lançamentos:
a cidadenão registrou
lançamento entre abril e junho.
A desaceleração ocorre
após um primeiro trimestre
aquecido, quando as vendas
superaram os lançamentos.
Apesar do recuo no volume, o
faturamento do setor seguiu relevante:
as comercializações do
2º trimestre movimentaram R$
287,2 milhões. A acomodação,
porém, vem depois de um ano
de forte expansão. Segundo
o Secovi-SP, Indaiatuba vendeu
3.787 imóveis em 2025,
alta de 73,5% sobre as 2.183
unidades de 2024 — o maior
crescimento entre as cidades
pesquisadas na região de Campinas
—, movimentando cerca
de R$ 1,8 bilhão no período.
CAMPEÕES DE VENDAS
Entre os perfis que lideraram
a absorção no 2º trimestre
está o segmento de 2 dormitórios
econômicos, campeão
de vendas com 240 unidades,
somando R$ 79,5 milhões em
vendas, enquanto no mercado
convencional a preferência se
concentrou nas plantas de 3
dormitórios, que somaram
198 unidades. Por metragem,
os apartamentos entre 45 e 65
m² foram os mais procurados,
com 467 unidades negociadas,
e no alto padrão as plantas
acima de 130 m² registraram
73 unidades. Na faixa de valor,
os imóveis entre R$ 230 mil
e R$ 500 mil dominaram as
transações, com 229 unidades, a faixa acima de R$ 900
mil também manteve apelo,
somando 71 unidades.
Embora represente uma fatia
menor do volume de chaves
negociadas, esse segmento
acima de 130 m² movimentou
R$ 160,4 milhões em Valor
Geral de Vendas (VGV) no
trimestre — equivalente a
55,8% de todo o montante.
Indaiatuba encerrou o trimestre
com 2.280 unidades em
estoque, o que representa um
VGV parado de R$ 1,32 bilhão.
As maiores concentrações de
oferta estão nas plantas de 2
dormitórios, com 758 unidades
disponíveis somando R$ 375,3
milhões, e de 3 dormitórios,
com 784 unidades totalizando
R$ 660,9 milhões.
QUANTO CUSTA O M²
Como o levantamento do
Secovi-SP organiza os dados
por faixas de área útil, o preço
médio do metro quadrado foi
estimado pelo Mais Expressão
a partir do ponto médio
de cada intervalo, cruzando a metragem vendida com o
VGV gerado. O cálculo isolou
impactos pontuais de distratos
e considerou apenas as
faixas com saldo positivo de
vendas. O resultado aponta
um valor médio estimado
de R$ 9.483 por m², puxado
pela representatividade das unidades de alto padrão. O
preço é próximo ao de Campinas,
que no mesmo estudo
apareceu como o município
com o 5º maior preço médio
do metro quadrado de imóveis
residenciais verticais entre as
regiões pesquisadas em SP,
com R$ 9.910 por m².
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