Publicado em 17/06/2022 às 15h46 Indaiatuba Cultura e lazer
Bárbara Garcia
Sara Souza tem apenas 23 anos e já está lançando seu primeiro livro de ficção: “O mistério de Springer Hall – A Herdeira”, pela editora Viseu. Trata-se de um romance de mistério sobre a trajetória da protagonista Celina na jornada para descobrir a verdadeira causa da morte de seu pai. Nessa empreitada, a heroína conta com a ajuda do amigo Louis e do detetive Thimoteé.
O livro está sendo produzido por meio de uma parceria entre a autora e a editora Viseu. O lançamento está programado para ocorrer na Feira do Livro do Polo Shopping, em Indaiatuba, ainda sem data definida, por questões operacionais do shopping.
Mas Sara já adianta que pretende fazer uma trilogia. O primeiro, que será lançado no Polo Shopping, é focado em Celina. O segundo dará destaque para o detetive Thimoteé. “Já tenho o primeiro capítulo escrito, mas ainda estou em processo de criação”, conta.
Despertar na pandemia
Atualmente Sara cursa o primeiro ano da Graduação em Letras na universidade Estácio em modalidade “flex”: parte presencial e parte online. Porém, ao contrário da maioria dos escritores, nem sempre ela se interessou por Língua Portuguesa e Redação. “Durante o Ensino Médio eu gostava de matemática e geografia”, conta.
Foi durante os meses mais críticos da pandemia do coronavírus que Sara ganhou gosto pela leitura. Por se interessar muito por mitologia, começou a ler a saga “Percy Jackson”, se apaixonou e depois disso nunca mais parou de ler. Durante o estudo de inglês foi que ela descobriu também sua habilidade e admiração por essa língua e cultura.
Incentivo em casa
Outra vivência crucial que a estimulou a escrever foi o incentivo de seu marido Maurício Passos. “Um dia estávamos assistindo a uma série da Netflix chamada ‘Jane, a Virgem’, na qual a protagonista é escritora. Meu marido me olhou e disse: Sara, você gosta tanto de ler, por que não escreve um livro também?”
Em princípio, Sara conta que se sentiu insegura a respeito da capacidade para escrever, mas reconsiderou: “E se eu tentasse?”. Com esse estímulo, passou a desenvolver a trama de “Springer Hall”. Sobre a criação dos personagens e sua relação com eles, ela explica que ao criar um personagem, “é como se um filhinho nascesse. Tenho um carinho por eles, especialmente pelo detetive. Porém, tenho consciência de que são ficção e consigo separá-los da minha realidade”.
Melhor amiga
Outra pessoa que incentivou o desenvolvimento de Sara como escritora foi sua melhor amiga Laiane Nunes. “Ela sempre confiou na minha capacidade e se tornou minha leitora beta (leitor beta é aquele responsável pela crítica do texto antes de o autor enviá-lo à editora)”.
Sara conta que a amiga é muito crítica, exigente. “Eu gosto bastante disso. Se a pessoa que lê só fizer elogios, como poderei aprimorar?”, defende Sara. Ela também considera que a amiga Laiane consegue separar bem o carinho do trabalho técnico com crítica literária.
Livro será assinado com pseudônimo para fugir ao preconceito
O livro “O mistério de Springer Hall – A Herdeira” não será assinado por Sara Souza. A autora escolheu o pseudônimo “Silver”, cujo significado é “prata” em inglês, para assinar. Mas seus motivos são mais práticos: “A editora me deu a opção de escolher um pseudônimo e eu queria que fosse próximo da realidade. Pelo fato de o sobrenome do meu pai ser Silva, considerei adequado”, explica.
O principal motivo para a autora escolher um pseudônimo foi o preconceito de alguns leitores com escritoras brasileiras.
Caso se torne uma escritora conhecida, Sara pretende criar um perfil em redes sociais separando suas postagens pessoais e profissionais.
Além de “O mistério de Springer Hall – A Herdeira”, a autora já está desenvolvendo outro romance. O ciclo da criação não para.
Serviço
Para acompanhar de perto o trabalho da Sara Souza, acesse o Instagram @s.c.silver.
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