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UniMAX e CISM testam jogo de realidade virtual em jovens com TDAH

Estudo em Indaiatuba avalia terapia imersiva com participação voluntária e gratuita

 Publicado em  11/05/2026 às 11h00  Indaiatuba  Cidades


Os participantes receberão uma devolutiva com as orientações

Os participantes receberão uma devolutiva com as orientações
Foto: Divulgação

Por: Gabriele Domingues 

Um programa que testa um jogo de videogame em realidade virtual como uma nova abordagem terapêutica para adolescentes com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) está recrutando voluntários. O projeto é desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM), em parceria com a startup Move Sapiens e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX) e está aberto à participação gratuita de adolescentes de 12 a 17 anos, que tenham diagnóstico ou suspeita de TDAH e não estejam tomando medicação para o transtorno. 
Segundo Luana Saunders, pesquisadora CISM e condutora do projeto, o principal objetivo é investigar se um Exergame em realidade virtual, desenvolvido pela Move Sapiens, pode melhorar a atenção e funções executivas de adolescentes com TDAH. Para participar, o processo é feito de forma criteriosa. Inicialmente, os voluntários preenchem um questionário padronizado e, em seguida, uma avaliação clínica realizada por psiquiatras, em consulta online, envolvendo tanto o adolescente quanto seu responsável. “A participação é especialmente interessante para famílias que ainda têm dúvidas sobre o diagnóstico, pois o estudo oferece uma oportunidade de triagem qualificada e gratuita”, destaca Luana. 
Após a aprovação, os participantes avançam para suas etapas de avaliação: a neuropsicológica composta por testes padronizados que investigam domínios cognitivos frequentemente afetados no TDAH, além de aspectos comportamentais e emocionais; e o exame de ressonância magnética que permite obter imagens detalhadas do cérebro, avaliando anatomia e atividade cerebral em tempo real, identificando quais regiões são ativadas em diferentes condições. Ambos os exames são feitos antes e após o programa terapêutico com o jogo de realidade virtual, permitindo comparar possíveis mudanças associadas à intervenção. 
Segundo a pesquisadora, o jogo de realidade virtual é utilizado como uma ferramenta terapêutica inovadora, que insere o adolescente em um ambiente imersivo e interativo, com atividades estruturadas, incluindo também componentes de exercício físico de forma integrada. Para ela, explorar o potencial da realidade virtual como estratégia de cuidado torna o processo mais engajador, motivador e próximo ao universo dos adolescentes. “Isso é especialmente relevante no TDAH, já que um dos principais desafios no tratamento é a adesão — muitos jovens têm dificuldade em manter consistência em intervenções tradicionais ao longo do tempo.”
Ao final do estudo, os participantes e seus responsáveis recebem uma devolutiva com orientações, que inclui um relatório de participação no estudo, a avaliação realizada pelo psiquiatra e o laudo do exame de ressonância magnética. O laboratório fica no Centro Escola de Especialidades Médicas (CEEM) da UniMAX, na Rua Eurico Primo Venturine, 379, Jardim Pedroso. Os interessados podem entrar em contato  através do WhatsApp (19) 99006-0349 ou do e-mail [email protected]
 

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    Foto: Divulgação

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