Publicado em 23/02/2016 às 10h35 Sumaré Cidades
A prefeita de Sumaré, Cristina Carrara, recebeu em seu gabinete na tarde desta segunda-feira, dia 22, dois gerentes de Relações
Governamentais da Rumo (ex-ALL), para discutir uma solução para a baixa capacidade de vazão de uma ponte ferroviária situada na altura do
Jardim Lucélia.
Segundo os técnicos da Defesa Civil Municipal, esta situação poderia estar contribuindo para o agravamento das cheias do
Ribeirão Quilombo.
Ficou acertado que as equipes técnicas da Prefeitura e da empresa vão se reunir novamente nesta quinta-feira, dia 25, para uma reunião técnica de trabalho, encaminhando a melhor solução para o aumento da capacidade de escoamento das águas do rio neste ponto.
“Solicitamos esta conversa para debatermos o ‘gargalo’ no trecho do Quilombo na altura do Lucélia, no ponto em que o rio passa por baixo da
ferrovia. É um ponto que, se alargado, pode auxiliar na questão de evitar ou amenizar o risco de enchentes”, justificou a prefeita – que, no
início do ano, já havia adiantado que esta seria uma das questões a serem trabalhadas no âmbito das ações preventivas da Prefeitura.
Segundo a chefe do Executivo, ainda esta semana, logo após a reunião técnica de quinta, representantes da Prefeitura devem conversar também
com lideranças dos bairros próximos, como o Lucélia, o Primavera e o São Domingos, para informar os encaminhamentos que forem eventualmente
definidos.
Segundo Emanoel Tavares Costa Junior e Marcelo Rodrigues, ambos da concessionária da linha férrea que corta a mancha urbana da cidade, a
reunião de quinta vai servir para os técnicos discutirem a melhor solução técnica para a ponte férrea, que realmente precisa ter o diâmetro de
seu vão alargado.
“Acreditamos que essa ação pode contribuir, com bons resultados. Você tem, hoje, uma ferrovia muito antiga, com uma ponte ferroviária antiga e
com um vão estreito, que pode estar contribuindo para o represamento momentâneo das águas quando chove muito forte. Precisamos estudar as
medidas que podem ser tomadas para amenizar este risco”, explicou Costa Junior.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Moisés Paschoalim, além do Ribeirão Quilombo fazer um “cotovelo” neste ponto, há a passagem
sob a linha férrea, cuja aduela (o vão livre) teria cerca de 4 metros quadrados de área. “Quando chove, a água começa a ficar represada ali, e
só para de subir quando extravasa por cima da ponte”, explicou.
Devem participar da reunião desta quinta-feira técnicos das secretarias municipais de Meio Ambiente, Obras, Planejamento, Serviços Públicos e
da Defesa Civil Municipal, subordinada à pasta de Governo e Participação Cidadão.
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