Publicado em 17/10/2013 às 11h15 Brasil Mundo
A Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), que supervisiona a destruição do arsenal químico sírio, informou hoje (17) que já inspecionou cerca de metade das instalações envolvidas no programa de armas químicas do país.
“Fizemos praticamente metade do trabalho de verificação dos locais declarados”, disse em Haia (Holanda) Malik Ellahi, um conselheiro político para a Síria da Opaq, organização que recebeu na semana passada o Prêmio Nobel da Paz. As instalações relacionadas ao programa de armas químicas do regime de Damasco devem ser destruídas até meados de 2014.
Apesar dos progressos no trabalho, Ellahi destacou que a segurança continua a ser uma das principais preocupações da missão de inspetores da Opaq, a primeira realizada em um país em guerra. “Uma das nossas preocupações é evidentemente a segurança”, disse ele, mencionando a ocorrência de tiros de morteiro e de ataques com carros nas imediações do hotel em Damasco onde estão hospedados os inspetores da organização.
Na quarta-feira (16), a Opaq adiantou que elementos da organização tinham verificado 11 instalações do programa de armas químicas sírio e destruído equipamentos de produção em seis desses locais.
Neste momento, o trabalho dos inspetores está concentrado na verificação da lista fornecida pelas autoridades sírias, que menciona 20 locais de produção e de armazenamento dessas armas.
As equipes da Opaq e da ONU, que estão no território sírio desde 1º de outubro, são compostas por cerca de 60 pessoas.
A missão de inspetores foi resultado de um acordo entre os Estados Unidos e a Rússia (um aliado tradicional do regime sírio). O compromisso foi assumido depois de Washington ter ameaçado lançar uma ofensiva limitada contra o regime sírio.
A ofensiva norte-americana pretendia ser a resposta a um ataque com armas químicas atribuído às forças do presidente sírio, Bashar Al Assad, em 21 de agosto, nos arredores de Damasco.
Segundo uma resolução da ONU, aprovada após o acordo entre Moscou e Washington, o processo de eliminação do arsenal químico sírio deve estar concluído até 30 de junho de 2014.
Em 1º de novembro, de acordo com as estimativas da Opaq, os inspetores internacionais já terão concluído a verificação de todos os locais mencionados na lista das autoridades sírias e identificado os equipamentos essenciais para a produção ou utilização de armas químicas.
A missão terá de confirmar que os locais de produção estão “inoperáveis” e começar a destruição de algumas armas.
Conteúdo Agência Brasil
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