Publicado em 31/08/2026 às 14h20 Indaiatuba Cidades
Tânia Castanho, secretária de Cultura, explica sobre a mostra
Foto: FLÁVIA GIRARDI/ MAIS EXPRESSÃO
Por: Flávia Girardi
A memória industrial de Indaiatuba ganhou um novo espaço para ser revisitada e transformada em inspiração. A exposição “Indaiatuba Singer – Brasil para o Mundo”, no Museu Municipal Antônio Reginaldo Geiss, Casarão Pau Preto, apresenta a trajetória da Singer e sua relação com o desenvolvimento urbano, industrial, econômico e social do município. Gratuita, a mostra pode ser visitada até 31 de outubro.
Organizada em oito salas temáticas, a exposição reúne máquinas, fotografias, documentos, relatos de funcionários, obras de arte. O percurso mostra como a presença da Singer se conectou à transformação de Indaiatuba e à vida de diferentes gerações.
Na primeira sala, o visitante encontra uma máquina de 1950, anterior à chegada da Singer ao município, em 1968. O espaço resgata a história que antecede a instalação da empresa e a tradição da produção de agulhas. Atualmente, a unidade de Indaiatuba abriga a única fábrica de agulhas da Singer no Ocidente.
“Não tem futuro quem não tem passado”, destaca a secretária de Cultura, Tânia Castanho. Para ela, preservar essa trajetória significa reconhecer pessoas, empresas e acontecimentos que ajudaram a construir a cidade. “Valorizar o passado das pessoas que se dedicaram, abriram caminho, das empresas que confiaram no município em épocas diferentes, como confiam até hoje, é muito importante”, afirma.
Uma das salas é dedicada à memória afetiva dos funcionários, com relatos de aposentados que trabalharam na empresa. “A memória é superimportante”, afirma Tânia, defendendo que a história seja acessível às novas gerações.
Outro destaque é o conjunto de máquinas que apresenta a evolução tecnológica da costura. A exposição mostra mudanças que ultrapassam o universo da moda e acompanham a própria evolução industrial.
A memória da costura também se conecta ao presente no espaço do Departamento de Economia Criativa – CRIARTE, onde peças foram reformuladas e recriadas a partir do reaproveitamento de jeans e outros materiais. Crochê, lettering, mosaico e técnicas artesanais se unem em novas propostas.
A mostra apresenta ainda obras de arte produzidas a partir do universo da agulha, do tecido e da linha. Entre os trabalhos está “A Agulhada”, feita com 20 mil agulhas reaproveitadas. A criatividade aproxima passado, sustentabilidade e novas linguagens.
A relação da Singer com Indaiatuba também ultrapassa as fronteiras do município. Atualmente, a unidade instalada na cidade envolve quase 300 pessoas e seus produtos chegam a 33 países, conectando a produção local ao mercado internacional.
A exposição também foi pensada para as novas gerações. Segundo Tânia, escolas já demonstram interesse em realizar visitas. “É um movimento muito rico, bem cultural”, afirma.
A mostra pode ser visitada gratuitamente até 31 de outubro. A visitação ocorre de terça a sexta, das 14h às 21h; aos sábados, das 10h às 16h; e aos domingos, das 9h ao meio-dia.
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