Publicado em 20/09/2024 às 13h42 Indaiatuba Saúde
Taxa de suicídio entre jovens cresceu 6% por ano no Brasil entre 2011 a 2022
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo os dados publicados pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia), em fevereiro deste ano, a taxa de suicídio entre jovens cresceu 6% por ano no Brasil entre 2011 a 2022, enquanto as taxas de notificações por autolesões na faixa etária de 10 a 24 anos de idade evoluíram 29% ao ano no mesmo período. Os números apurados superam os registrados na população em geral, cuja taxa de suicídio apresentou crescimento médio de 3,7% ao ano e de autolesão de 21% ao ano, no período analisado.
O Setembro Amarelo é um mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio, um problema de saúde mental que tem crescido nos últimos anos. Em resposta a essa realidade, a cidade de Indaiatuba tem se empenhado em oferecer espaços e iniciativas voltadas à promoção do suporte à saúde mental. Através de programas e serviços especializados, a cidade busca proporcionar apoio emocional e psicológico, além de criar um ambiente acolhedor para aqueles que precisam de ajuda. Com essas ações, Indaiatuba visa não apenas reduzir as taxas de suicídio, mas também promover um maior bem-estar e qualidade de vida para seus cidadãos. Saiba quais são eles:
• Unidades Básicas de Saúde: acolhimento; escuta qualificada com intervenção breve; educação em saúde voltada para atividades coletivas com eixos temáticos abordando o cuidado com a saúde mental; ações intensificadas nos meses da saúde; atendimento compartilhado com a rede com elaboração de Projetos Terapêuticos Individuais; atendimentos com acompanhamento da equipe multidisciplinar.
• Projeto CONEMO: foco na identificação precoce de sinais de alerta para depressão, ansiedade e insônia e potencialidade para ideação suicida, utilizando aplicativo digital e monitoramento através das UBSs; atendimento psicológico individualizado e parceria de integração ensino-serviço do curso de psicologia para atendimento individualizado.
• Programa Dignamente: encontros com o objetivo de ofertar um espaço para conscientizar, orientar e instrumentalizar a comunidade para o autocuidado em Saúde Mental, favorecer o diálogo, a construção coletiva e o suporte mútuo entre os participantes do projeto, além de triar e monitorar os casos que precisam de atenção especializada.
• Hospital Dia: atendimento psiquiátrico individualizado
• Centro Escola de Especialidades Médicas: atendimento individualizado de psicologia e psiquiatria com abordagem de transtornos relacionados à saúde mental.
• Equipe E-Multi: realiza Oficinas voltadas para Saúde Mental, atendimentos individualizados, atendimentos compartilhados com a equipe, elaboração de Projetos Terapêuticos Singulares e atendimento de casos de maior complexidade.
• CREAS (Centro de Referência Especializada em Assistência Social) e CRAS (Centro de Referência de Assistência Social).
• Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) - três unidades (álcool e drogas, infantojuvenil e CAPS II): acolhimento, atendimento coletivo e individualizado com elaboração de Projetos Terapêuticos com a equipe multidisciplinar, Programa de Residência Médica em Psiquiatria promovendo atendimentos individualizado e oficinas de atividades coletivas (atividades psicomotoras, de compartilhamento, arteterapia, entre outras).
• Em situações de urgência e emergência: UPA 24H, PA-HD, Central de Ambulâncias (192) e Corpo de Bombeiros (193).
Sinais
Segundo a psicóloga clínica, assistente técnica e perita psicóloga, Kátia Precoma, diversos fatores podem aumentar ou diminuir o risco de suicídio, já que ele está normalmente ligado a outras formas de lesão, violência e distúrbios mentais.
Ainda segundo a profissional, as pessoas que se sentem suicidas são dominadas por emoções dolorosas e intensas, sentimentos esses que são muito comuns em casos de depressão, e veem a morte como a única saída, tendo em vista o fato de que o suicídio é uma ou a única “solução” permanente para um estado temporário.
Os sinais de alerta nem sempre são óbvios e podem variar para cada pessoa. São apenas sinalizadores, não o diagnóstico em si, podendo nem estarem presentes e não indicarem necessariamente risco de suicídio. Mas como são comumente associados ao perfil, vale a pena serem observados e conhecidos.
Entre os sinais que podemos observar estão: depressão ou outros transtornos mentais; falar direta ou indiretamente sobre querer morrer; aumento do isolamento social; mudanças significativas na aparência e higiene; ter doença incapacitante; receber diagnóstico de doença; crises econômicas e dívidas familiares; perda de laços familiares; desemprego; humilhação; luto ou perda de entes queridos; agressividade e impulsividade; histórico de internação com quadro depressivo; histórico de abuso de álcool e outras drogas; e alteração constante de humor.
“A depressão está ligada a mais da metade das tentativas de suicídio, muitas vezes, é silenciosa e não percebida pela própria pessoa ou por familiares e pessoas próximas. Alguns sérios problemas estão ligados ao transtorno, como frustrações, angústias, problemas decorrentes do comportamento como o uso de álcool, drogas e muitos outros. Apesar de vários transtornos mentais serem associados ao suicídio, os quadros que mais se aproximam são o da depressão e de outras doenças onde a depressão se apresenta, como é o caso do transtorno bipolar”, destaca a psicóloga.
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