23 de Out de 2021
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Sete em cada 10 indaiatubanos deixaram de sorrir em um ano e meio de pandemia

Profissionais da saúde alertam que a felicidade está dentro de cada um, o que significa que é preciso enfrentar a crise

 Publicado em  03/09/2021 às 13h20  Indaiatuba  Comportamento


A falta de sorrisos foi gerada pela pandemia nos últimos 18 meses, que tirou vidas, empregos e condições

A falta de sorrisos foi gerada pela pandemia nos últimos 18 meses, que tirou vidas, empregos e condições
Foto: Reprodução

Eloy de Oliveira
maisexpressao@maisexpressao.com.br

Você tem motivos para sorrir hoje? Para sete em cada dez indaiatubanos não há razão para estar feliz neste momento e a vilã disso é a crise gerada pela pandemia nos últimos 18 meses, que tirou vidas, empregos e condições.

É isto o que aponta uma pesquisa, realizada em maio deste ano pela Hibou, empresa especializada em pesquisa e monitoramento de mercado, que ouviu 1.800 brasileiros e não só indaiatubanos.

Outro levantamento, este feito pela Fundação Getúlio Vargas, concluiu dados semelhantes e revelou que este é o menor índice de felicidade média já experimentado nos últimos 15 anos.

E agora?

Para a especialista em desenvolvimento humano Heloísa Capelas, autora do livro “O Mapa da Felicidade”, é possível ser feliz mesmo com tudo em redor estando ruim, como em uma situação de pandemia.

A razão é que a felicidade está dentro de cada ser humano. Para chegar a ela, é necessário fazer um caminho de autoconhecimento. Ele passa por alguns estágios, como tomar consciência, reconhecer o amor próprio e perdoar.

A lição da especialista foi seguida à risca pelo secretário de Governo da Prefeitura de Indaiatuba, Luiz Alberto Cebolinha Pereira, para quem tudo vai bem, obrigado. Não que não tenha problemas, mas porque ele os encara com otimismo.

“Se voltasse à minha infância, aos problemas que tive em casa, não veria o mundo como vejo, mas eu acredito que tudo que acontece é para melhorar e que Deus nos reserva coisas boas sempre”, diz.

Interpretação

A psicóloga Gabriela Fabbro Spadari, especialista em terapia cognitiva comportamental, acha que é possível recuperar a alegria desenvolvendo atividades prazerosas para o indivíduo. “Depende da interpretação que damos às situações para mudarmos o quadro”.

Gabriela defende mudanças ainda nos hábitos de vida, como alimentação, práticas de exercício físico, meditação, relaxamento. “É preciso alterar os padrões de pensamentos distorcidos e negativos”.

Geraldo Ballone, médico psiquiatra com vários livros acadêmicos publicados, diz que as pessoas são sensíveis às circunstâncias vivenciais. “Quando a segurança e o conforto são ameaçados a resposta sempre é o estresse”.

Para ele, nessa crise da pandemia, principalmente, junta-se ao desconforto e à insegurança também o risco de morte.

“Conviver com a pandemia foi uma experiência inusitada. Foi algo novo para o qual não estávamos preparados. Houve necessidade de nos adaptarmos a isso”.

Riscos

A psicóloga kátia Guazzi, especialista em terapia comportamental, alerta para os riscos que a falta de felicidade pode trazer. “Pessoas infelizes apresentam doenças emocionais e físicas, que enfraquecem o sistema imunológico e que podem levar em último caso até ao suicídio”.

Por isso, Kátia defende o acompanhamento de psiquiatras, psicólogos e outros profissionais multidisciplinares para que seja feito o tratamento, de modo que o indivíduo reconheça a situação e que afaste o negativismo da frustração.

“A felicidade é um momento em que a pessoa se sente satisfeita e a pandemia tem feito as pessoas se sentirem insatisfeitas, amedrontadas e estressadas, mas elas têm de sair do círculo vicioso e buscar energia para se recuperar naquilo que lhes dá prazer e que as realiza”.

Como recuperar a felicidade

Primeiro passo
Dimensione a situação que está vivendo na proporção do que ela realmente é. Crises são passageiras e administráveis.

Segundo passo
Afaste a ideia de que felicidade é ausência de sofrimento, pois já nascemos com sofrimento ao sermos expulsos do ventre materno, onde nos sentíamos bem.

Terceiro passo
Reconheça suas qualidades, valorize-as e ame a pessoa que é. Encontre a sua importância no mundo e onde está.

Quarto passo
Perdoe. Não cultive raiva ou vingança. Tenha compaixão pelo próximo. Ajude as outras pessoas. Faça agora.

Quinto passo
Aprenda com o que lhe acontece. Respeite o tempo das coisas. Agradeça o que tem. Tenha fé e esperança.

Fonte: Livro “O Mapa da Felicidade”

 

 

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