Publicado em 11/03/2026 às 11h54 Indaiatuba Saúde
Foto: Divulgação
A Secretaria de Saúde de Indaiatuba iniciou no dia 25 de fevereiro a implementação-piloto do projeto Conemo (CONtrole EMOcional), um aplicativo para celular desenvolvido para auxiliar na redução de sintomas de depressão e ansiedade. A iniciativa é realizada em parceria com o Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX).
Neste primeiro momento, o projeto está sendo implementado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Campo Bonito, João Pioli e Jardim Brasil. A proposta é ampliar gradualmente o acesso à ferramenta para outras unidades do município, conforme os resultados da fase inicial.
De acordo com o secretário de Saúde de Indaiatuba, Dr. Flávio Brito, a ação integra as estratégias de fortalecimento da atenção à saúde mental no município. “A implementação-piloto está sendo feita de maneira gradual e será disponibilizada aos pacientes atendidos nessas regiões. A meta é que, em um futuro breve, o serviço seja expandido a todas as UBSs da cidade”, explicou.
Para participar, os moradores que pertencem às áreas de abrangência das UBSs do Campo Bonito, João Pioli e Jardim Brasil devem procurar a unidade mais próxima, onde poderão acessar o QR Code ou o link do aplicativo. Após o acesso, é necessário preencher um formulário online e responder a questionários iniciais. Caso os critérios sejam atendidos, o sistema disponibiliza o botão para download do aplicativo. Os usuários também poderão ser indicados para o uso da ferramenta pelos profissionais de saúde das unidades durante os atendimentos.
A participação é gratuita e poderão integrar o projeto pessoas com 18 anos ou mais, que apresentem sintomas de depressão ou ansiedade identificados por meio do questionário inicial do aplicativo, não apresentem risco moderado ou alto de suicídio e possuam smartphone ou tablet com acesso à internet para utilizar a ferramenta.
O Conemo é um aplicativo que oferece jornadas interativas com vídeos e atividades que auxiliam o usuário no cuidado com a saúde mental. A proposta é apoiar o manejo de sintomas leves a moderados de depressão e ansiedade, com conteúdos baseados em protocolos de terapia cognitivo-comportamental. A intervenção tem duração prevista de até oito semanas, período em que o usuário realiza as atividades de forma autônoma pelo celular.
Mesmo com a utilização do aplicativo, os usuários continuam sendo acompanhados normalmente pelas equipes das Unidades Básicas de Saúde, já que a ferramenta funciona como um apoio ao cuidado em saúde mental e não substitui consultas ou atendimentos presenciais.
A Secretaria de Saúde destaca que a iniciativa busca ampliar as estratégias de cuidado em saúde mental na Atenção Primária, utilizando recursos digitais para facilitar o acesso da população a orientações e atividades que promovam bem-estar emocional.
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