Publicado em 17/08/2026 às 11h52 Indaiatuba Cidades
GAADIN desenvolve trabalho de inclusão, mas com foco em rendimento
Foto: Fábio Alexandre
Por: Ana Paula Kuntz
A revitalização da Praça de Esportes Rodrigo Colli Badino, no Jardim Rêmulo Zoppi, representa mais do que a entrega de uma estrutura esportiva renovada em Indaiatuba. Para os atletas do GAADIN (Grupo de Ajuda dos Amigos Deficientes de Indaiatuba), que utilizam o espaço desde 2009, as melhorias realizadas na quadra significam melhores condições para treinamento, desenvolvimento técnico e preparação para competições.
O local, que passa a ser considerado a “Casa do Basquete” da cidade, recebeu reforma do piso, instalação de climatizadores, sala de materiais para professores, adequações nos banheiros e vestiários, além de intervenções de acessibilidade.
Segundo o presidente do GAADIN, Isidoro Mazzottini, uma das principais mudanças foi a pintura da quadra, que passou a ter marcações exclusivas para o basquete. Antes, o espaço reunia linhas de diferentes modalidades, o que dificultava a visualização durante os treinamentos.
“A principal mudança foi a pintura da quadra. Antes havia marcações de outras modalidades, agora ela é exclusiva para o basquete. Isso facilita os treinos, principalmente os trabalhos táticos e de posicionamento, porque os atletas não ficam mais confusos com outras linhas”, explica.
Além da questão técnica, a nova identidade visual também contribuiu para valorizar o ambiente utilizado pelos atletas. A quadra recebeu as cores do GAADIN, preto e laranja, além de painéis com imagens relacionadas ao basquete convencional e ao basquete em cadeira de rodas.
Outro ganho destacado pela entidade foi a instalação de climatizadores. Apesar de a quadra ser aberta, o calor durante os treinamentos era um desafio, especialmente em períodos de temperaturas elevadas.
MAIS QUE BASQUETE
O investimento na revitalização da Praça de Esportes Rodrigo Colli Badino, entregue oficialmente pela Prefeitura de Indaiatuba no fim de julho, contempla melhorias para as demais atividades esportivas realizadas no núcleo.
Atualmente, o GAADIN reúne entre 20 e 25 atletas no basquete em cadeira de rodas, entre homens e mulheres, com equipes em diferentes níveis, desde a formação até o alto rendimento. Os treinos acontecem durante a semana, com atividades voltadas ao aprimoramento técnico e tático dos jogadores.
Além do basquete adaptado, a entidade também desenvolve projetos nas modalidades de atletismo e paraciclismo. Entre os destaques está uma atleta da instituição convocada para representar o Brasil no Campeonato Mundial de Paraciclismo, que será realizado em setembro, nos Estados Unidos.
Para Isidoro, o trabalho desenvolvido pelo GAADIN vai além da inclusão social. “Queremos promover qualidade de vida e inclusão, mas nosso foco também é o esporte de rendimento. Buscamos resultados cada vez mais expressivos no cenário nacional e internacional.”
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