Publicado em 02/09/2026 às 14h27 atualizado em 02/09/2026 às 14h28 - Indaiatuba Economia
A entidade, que representa cerca de 8 mil empresários do setor industrial, apoia a PEC “flexível”
Foto: Divulgação
Por: CIESP INDAIATUBA
DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO
O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) manifesta preocupação e discordância em relação à iminente votação, no Senado, da PEC que extingue o regime 6x1, nesta última semana de trabalhos do Congresso Nacional antes das eleições.
“Corremos sério risco de ver aprovada uma decisão de enorme impacto negativo sobre a economia sob a influência da retórica político-eleitoral, e não a partir de uma análise responsável e aprofundada de seus efeitos”, pondera Rafael Cervone, presidente do Ciesp e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
A entidade, que representa cerca de 8 mil empresários do setor industrial, apoia a PEC apresentada em maio pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), denominada “flexível”, por permitir o livre entendimento entre as partes quanto aos dias e horários de trabalho, desde que garantidos os direitos trabalhistas.
Para o Ciesp, a extinção da jornada 6x1 é desnecessária e desrespeita a prerrogativa da livre negociação entre trabalhadores e empregadores. A legislação vigente já permite que sindicatos patronais e laborais, assim como empresas e trabalhadores, estabeleçam consensualmente a jornada mais adequada para cada atividade.
“A imposição de uma carga horária genérica de 36 horas elevaria significativamente os custos das folhas de pagamento, gerando inflação, reduzindo a competitividade, diminuindo o poder de consumo das famílias e provocando queda do nível de atividade e desemprego”, alerta Cervone.
Cada setor produtivo possui peculiaridades que precisam ser consideradas. Para o Ciesp, o Brasil não deve transformar uma pauta de campanha eleitoral em uma decisão econômica de alto risco.
Mudanças dessa magnitude exigem serenidade, diálogo e uma avaliação responsável de suas consequências. “O Senado tem a responsabilidade de colocar os interesses nacionais acima da disputa eleitoral e não aprovar, por impulso político, uma medida que pode custar caro a empresas e trabalhadores”, ressalta Cervone.
“O tema exige prudência. O presente e o futuro das relações de trabalho e da competitividade brasileira não podem ser decididos pela urgência das urnas”, conclui.
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