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Retirada dos orelhões públicos das ruas começa este mês, afirma Anatel

Cidade ainda mantém 76 telefones públicos; operação encerra concessões da telefonia fixa

 Publicado em  24/01/2026 às 16h00  Indaiatuba  Cidades


Orelhões, essenciais nos anos 70 a 2000, estão com dias contados

Orelhões, essenciais nos anos 70 a 2000, estão com dias contados
Foto: Mais Expressão

Por: Flávia Girardi

O ano de 2026 marca o início do fim dos orelhões em Indaiatuba. Símbolos da comunicação por décadas, os telefones públicos começarão a ser retirados das ruas a partir de janeiro, acompanhando uma mudança nacional determinada pelo encerramento das concessões do serviço de telefonia fixa no Brasil.
De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Indaiatuba ainda possui 76 orelhões instalados. Em todo o país, cerca de 38 mil aparelhos ainda permanecem em funcionamento, número muito inferior aos mais de 200 mil existentes em 2020, reflexo direto da popularização dos celulares e da internet móvel.
Com o fim dos contratos, as operadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixam de ter a obrigação legal de manter os telefones públicos. A partir de janeiro de 2026, começa a retirada em massa de aparelhos desativados e carcaças inutilizadas. Os orelhões só deverão ser mantidos, até 2028, em localidades sem cobertura de telefonia móvel.
Segundo a Anatel, mais de 33 mil orelhões ainda estão ativos no Brasil, enquanto cerca de 4 mil passam por manutenção. Como contrapartida pela desativação, os recursos antes destinados aos telefones públicos serão redirecionados para investimentos em banda larga e telefonia móvel, tecnologias que hoje concentram a maior parte da comunicação no país.

Memória urbana
Durante décadas, especialmente entre os anos 1970 e o início dos anos 2000, os orelhões foram essenciais no dia a dia dos moradores de Indaiatuba. Serviram para ligações urgentes, chamadas a cobrar, recados rápidos e até como ponto de referência nas ruas da cidade, tornando-se parte da memória urbana e afetiva da população.
Criado em 1971 pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, o orelhão brasileiro se destacou pelo design inovador e funcional, com formato oval pensado para melhorar a acústica e reduzir o ruído externo. O modelo se tornou um ícone nacional e foi reproduzido em outros países.
 

ORELHÕES NAS CIDADES DA REGIÃO

Indaiatuba: 76

Itu: 88

Salto: 51

Capivari: 37

Monte Mor: 24

Elias Fausto: 16

Rafard: 16

Fonte: ANATEL

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