Publicado em 20/05/2026 às 13h37 Brasil Saúde
Foto: divulgação
O crescimento da procura por terapias de reposição hormonal na menopausa tem ampliado uma discussão importante no meio médico: o uso cada vez mais frequente e, em alguns casos, indiscriminado da testosterona em mulheres. Apesar de ser um hormônio presente no organismo feminino, especialistas reforçam que ele não faz parte do tratamento padrão da menopausa e seu uso tem indicação extremamente restrita.
Diretrizes médicas nacionais e internacionais são consistentes ao apontar que a terapia hormonal da menopausa é baseada principalmente em estrogênio e progesterona, com foco no alívio de sintomas como ondas de calor, insônia e alterações de humor. A testosterona, por outro lado, não integra o protocolo convencional e não deve ser utilizada como estratégia de reposição generalizada.
Atualmente, a única indicação reconhecida para o uso de testosterona em mulheres é o tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo em casos específicos na pós-menopausa, após avaliação clínica detalhada e exclusão de outras causas. Fora dessa situação, não há recomendação para uso terapêutico rotineiro do hormônio.
Mesmo assim, o aumento da oferta de protocolos hormonais personalizados e o apelo de melhora de disposição, libido e composição corporal têm impulsionado a utilização da testosterona em contextos não recomendados. Entidades médicas alertam que não existe formulação aprovada no Brasil para uso feminino e que práticas como implantes manipulados não possuem respaldo científico adequado.
A preocupação dos especialistas é que a banalização desse tipo de prescrição leve à medicalização excessiva da menopausa, transformando uma fase fisiológica da vida em um conjunto de intervenções hormonais sem critério clínico rigoroso.
A ginecologista Dra. Flavia Mambrini destaca que a questão central está no uso fora de indicação e na simplificação de um tratamento que exige avaliação cuidadosa. “A terapia hormonal da menopausa, quando bem indicada, tem um papel importante e bem estabelecido. O problema surge quando se passa a utilizar testosterona de forma indiscriminada, como se fosse necessária para todas as mulheres nessa fase, o que não é verdade”, afirma.
Segundo a especialista, muitas queixas associadas ao climatério, como fadiga, queda de libido e oscilações de humor, podem ter múltiplas origens e não devem ser atribuídas automaticamente a deficiência hormonal. “É fundamental investigar cada caso de forma individual. Nem sempre a solução é hormonal, e o uso inadequado pode desviar o foco do diagnóstico correto”, explica.
Diretrizes médicas também reforçam que a terapia hormonal deve ser individualizada, considerando riscos, benefícios e o tempo de menopausa, além de respeitar indicações específicas baseadas em evidência científica.
Nesse cenário, especialistas alertam que o aumento da prescrição de testosterona fora das indicações reconhecidas representa um ponto de atenção na prática clínica atual. O consenso é que a menopausa deve ser conduzida com base em evidências, segurança e acompanhamento médico adequado, evitando abordagens generalizadas ou sem respaldo científico.
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