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Região Metropolitana já tem 3 hospitais para tratamento especializado de AVC

Iniciativa internacional visa melhoria de atendimento e assistência; Indaiatuba ainda não se capacitou

 Publicado em  08/04/2022 às 12h42  RMC   Saúde


Escrito por Hellica Miranda [email protected]

A Boehringer Ingelheim desenvolveu o Programa Angels, uma iniciativa internacional que busca qualificar os centros de AVC (Acidente Vascular Cerebral) já existentes no mundo inteiro e auxiliar na implementação de novos.

Até o momento, nenhum hospital de Indaiatuba faz parte do Programa Angels, mas três na Região Metropolitana de Campinas já são certificados para fornecer melhores atendimentos e tratamentos para os pacientes vítimas de AVCs. São eles: o Hospital Vera Cruz, em Campinas; o Hospital Estadual de Sumaré; e o Hospital e Maternidade Galileo, em Valinhos.

Ainda na macrorregião existem o Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí, e a Santa Casa, de Sorocaba.

A melhoria no atendimento e no tratamento de casos de AVCs é fundamental em virtude da gravidade da doença. O relatório GBD (Global Burden of Disease, em tradução literal: “carga global de doenças”), divulgado pela revista científica The Lancet, informa que as doenças cerebrovasculares compõem o segundo grupo das doenças que mais causam mortes em brasileiros e, dentre elas, o AVC (Acidente Vascular Cerebral, conhecido popularmente como “derrame”), é a principal causa de incapacidade no Brasil e no mundo atualmente.

De acordo com a World Stroke Organization, a Organização Mundial do AVC, o problema afeta uma a cada 4 pessoas no mundo ao longo da vida.

Rede Brasil

"Aqui no Brasil, iniciamos o projeto em 2017 com 55 hospitais. Em 2021, foram realizados 200 treinamentos, nos quais mais de 14 mil profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, foram capacitados. Atualmente, 430 hospitais no país já dispõem de unidade de AVC, que é uma área do hospital com leitos dedicados ao atendimento multiprofissional do paciente, desde o tratamento da fase aguda até a reabilitação precoce. Desde o início da implementação, mais de 8,9 milhões de pacientes foram tratados adequadamente nos centros treinados pelo Programa Angels em todo o mundo", ressalta a Dra. Gisele Sampaio Silva, professora livre-docente em neurologia da Universidade Federal de São Paulo.

Paciente teve doença aos 14 anos

O AVC acontece quando o abastecimento sanguíneo para o cérebro é interrompido ou drasticamente reduzido, privando as células do oxigênio e dos nutrientes de que precisam. Mas pode acontecer também quando um vaso sanguíneo se rompe, causando hemorragia cerebral. Entre as principais causas dessas ocorrências estão as malformações arteriais cerebrais, hipertensão arterial, cardiopatias e tromboembolia (bloqueio da artéria pulmonar).

E foi o que aconteceu com Thales Felipe, de Indaiatuba, hoje com 22 anos, quando tinha apenas 14: “No segundo semestre de 2014 eu sofri um AVC isquêmico em casa. Eu estava sozinho de tarde, após a escola. Sem aviso prévio, nada que indicasse que isso poderia acontecer, mas talvez um acompanhamento neurológico pudesse ter previsto. Foram vários sintomas que eu senti e em diferentes lados do corpo, como zumbido alto nos ouvidos, tontura, perda de coordenação de uma das mãos, um dos meus olhos começou a forçar para o outro lado, entre outros”.

Levado pela mãe ao hospital depois da crise, ele conta que o diagnóstico médico foi de uma “enxaqueca complicada”, mas, ao se consultar com um especialista pouco depois, os exames comprovaram o AVC: “Fiz diversos exames para descobrir a causa, exames cardíacos, neurológicos, ressonância, sanguíneos. O único potencial causador encontrado foi uma pequena abertura no meu coração, por onde poderia ter entrado algum corpo estranho e bloqueado as vias para o cérebro”, acrescenta Thales.

Para ele, a capacitação do hospital para situações como a que viveu poderia ter facilitado o diagnóstico e, para outros pacientes, fornecer melhor atendimento e suporte.

 

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