Publicado em 26/06/2026 às 11h13 Indaiatuba Saúde
Dr. Aurélio Teixeira Souza – Médico Radioterapeuta, CRM 169.500 – SP / RQE: 82.420
Foto: Divulgação
Por: Dr Aurélio Souza
Quando o diagnóstico de câncer chega, a palavra “radioterapia” logo aparece, acompanhada de dúvidas e receios. Muitos imaginam um tratamento doloroso ou que possa “contaminar” o corpo. A realidade, porém, é diferente: a radioterapia é um tratamento seguro, indolor e cada vez mais preciso, sendo um dos pilares da medicina moderna no combate ao câncer.
A radioterapia utiliza feixes de raios X de alta energia direcionados com precisão ao tumor. O objetivo é destruir as células cancerígenas ou impedir sua multiplicação, preservando ao máximo os tecidos saudáveis ao redor. O paciente não sente dor, cheiro ou calor durante a aplicação. As sessões duram poucos minutos e, em geral, permitem a manutenção da rotina diária.
Outro mito comum é acreditar que o paciente fica “radioativo” após o tratamento. Isso não acontece na forma mais utilizada de radioterapia, em que a radiação atua apenas durante a aplicação. Assim, o paciente pode manter normalmente o convívio com familiares e amigos.
Estimativas amplamente referenciadas na oncologia brasileira indicam que cerca de 60% das pessoas diagnosticadas com câncer precisarão de radioterapia em algum momento do tratamento, demonstrando sua importância no cuidado oncológico.
A radioterapia pode ser utilizada de diferentes formas: como tratamento principal em alguns tipos de câncer, associada à cirurgia para reduzir o risco de recidiva, combinada à quimioterapia para potencializar resultados ou ainda de forma paliativa, aliviando sintomas e melhorando a qualidade de vida.
Antes do início do tratamento, é realizado um planejamento individualizado com exames de imagem que permitem localizar com precisão o tumor e os órgãos próximos. Dessa forma, a radiação é aplicada exatamente onde é necessária, poupando ao máximo os tecidos saudáveis.
A evolução tecnológica tornou a radioterapia ainda mais segura e eficaz. Equipamentos modernos permitem moldar a radiação ao formato do tumor, reduzindo significativamente os efeitos colaterais. Além disso, o paciente conta com o suporte de uma equipe multidisciplinar durante todo o tratamento.
Diante de um diagnóstico de câncer, o medo é natural, mas a radioterapia não precisa ser mais uma fonte de angústia. Mais do que tecnologia, ela representa a união entre precisão, ciência e cuidado humano, oferecendo mais chances de cura, qualidade de vida e esperança para milhares de pacientes.
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