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Quaresma impulsiona o aumento no consumo de peixes em todo o país

Tradição religiosa se soma a novos hábitos alimentares e consolida o pescado como opção

 Publicado em  20/02/2026 às 11h11  Brasil  Cidades


O volume de peixes consumidos em todo o país cresceu 8,2% entre janeiro e setembro do ano passado

O volume de peixes consumidos em todo o país cresceu 8,2% entre janeiro e setembro do ano passado
Foto: DAVI ROCHA

Com a chegada da Quarta-Feira de Cinzas, o Brasil inicia o período da Quaresma, historicamente marcado pela preferência por peixes nas refeições. Em 2026, porém, esse movimento vai além da tradição religiosa e reflete uma transformação estrutural nos hábitos de consumo da população.
Dados da Scanntech, empresa de inteligência de dados para o varejo e a indústria de bens de consumo, mostram que o volume de peixes consumidos no país cresceu 8,2% entre janeiro e setembro de 2025. O avanço consolida o pescado como alternativa frequente e nutritiva na alimentação do brasileiro.
Segundo a nutricionista Fernanda Nascimento Hermes, o ideal é consumir peixe cerca de três vezes por semana. “Para quem ainda não tem esse hábito, ao menos uma vez por semana já garante benefícios importantes à saúde”, explica. Ela ressalta que as melhores formas de preparo são assado ou grelhado, com pouco óleo. “Frituras podem reduzir nutrientes e aumentar o teor de gordura, trazendo prejuízos à saúde”, alerta.
O crescimento do consumo acompanha uma tendência global. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, o pescado já responde por 51% do consumo mundial de proteínas de origem animal. A produção global ultrapassou 185 milhões de toneladas, com a aquicultura responsável por mais da metade da oferta. Desde os anos 1960, o consumo per capita mundial saltou de 9,1 quilos para 20,7 quilos por habitante ao ano em 2022. Estimativas do IFC Brasil indicam que, até 2030, será necessário produzir mais 24 milhões de toneladas de pescado por ano para atender à demanda.

A melhor opção 
A nutróloga Juliana Couto Guimarães explica que há diferenças nutricionais relevantes entre as espécies, especialmente quanto ao teor de ômega-3, essencial para a saúde cardiovascular e cerebral. “Peixes gordos ou de água fria são mais ricos em EPA e DHA, formas biologicamente ativas do ômega-3”, afirma. Entre eles estão salmão, sardinha, atum, cavalinha e arenque. Já peixes como tilápia, pescada e linguado têm menor teor de ômega-3, mas continuam sendo boas fontes de proteína, vitaminas e minerais.

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  • O volume de peixes consumidos em todo o país cresceu 8,2% entre janeiro e setembro do ano passado

    O volume de peixes consumidos em todo o país cresceu 8,2% entre janeiro e setembro do ano passado
    Foto: DAVI ROCHA

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