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Quando as respostas ficam fáceis, as perguntas importam mais

O desafio passou a ser decidir o que fazer com as informações ao nosso alcance

 Publicado em  09/10/2026 às 12h00  Indaiatuba  Educação


Público alvo são gestores e educadores

Público alvo são gestores e educadores
Foto: Divulgação

Éliton Meireles

 

A inteligência artificial chegou à escola sem pedir licença. Entrou pelo celular dos estudantes, pelo planejamento dos professores, pelas pesquisas, pelos trabalhos e pelas perguntas que antes exigiam horas e agora recebem uma resposta em segundos. A cena mudou: respostas ficaram baratas. O desafio deixou de ser apenas encontrá-las e passou a ser decidir o que fazer com elas.

É nesse ponto que o professor se torna ainda mais necessário. Se a IA explica, reformula, simula diálogos, produz rascunhos e sugere hipóteses, alguém precisa garantir que exista um problema relevante, critérios de qualidade, confronto com evidências, autoria e responsabilidade. A tecnologia produz linguagem; a educação precisa produzir sentido.

Isso muda também a pergunta sobre o lugar da IA na escola. Em vez de perguntar apenas "podemos usar?", talvez seja mais importante perguntar: quem decide? Como sabemos se a resposta está correta? Que evidências sustentam aquilo? O que ficou de fora? E agora? Essas perguntas ganham peso porque os riscos também são reais: alucinações, vieses, privacidade, dependência e desigualdade não podem ser tratados como detalhes técnicos.

Nesse cenário, o professor não perde espaço. Sua mediação se torna mais estratégica. Ele passa a atuar como mediador pedagógico, designer de experiências e provocador intelectual, criando condições para que a IA gere aprendizagem — e não apenas respostas. Talvez por isso uma boa pergunta tenha se tornado ainda mais valiosa. Perguntar bem abre possibilidades, obriga comparação, convoca evidências, pede tomada de posição e devolve autoria ao estudante. Na era da IA, a pergunta pode ser justamente aquilo que impede a aula de se transformar em uma simples consulta automática. É essa conversa que estará no centro do Fórum de Aplicações de Inteligência Artificial na Educação, no dia 14 de outubro, no Centro de Eventos da UNIMAX, em Indaiatuba. Professores, diretores, coordenadores, supervisores, secretários de educação e demais profissionais da área estão convidados a discutir usos, limites, diretrizes e possibilidades da IA nas escolas.

Porque, se as respostas estão chegando cada vez mais rápido, talvez nunca tenha sido tão importante aprendermos a fazer perguntas melhores.

Inscrições e informações: https://www.class.com.br/documentos/forum-ia-educacao-unimax.html

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