Publicado em 22/12/2025 às 18h00 Indaiatuba Beleza e Bem estar
Foto: Divulgação
Beyoncé, Kim Kardashian, Kelly Key e Juju Salimeni têm algo em comum além da fama: todas enfrentam a psoríase, uma doença inflamatória crônica que afeta milhões de pessoas no mundo. A condição pode atingir a pele, o couro cabeludo, as unhas e até as articulações, provocando desconforto físico e impacto emocional significativo.
Em uma entrevista à revista Essence, Beyoncé revelou que convive com a psoríase desde criança. “Tenho muitas lembranças ligadas ao meu cabelo. Desde passar a infância no salão da minha mãe até meu pai aplicar óleo no couro cabeludo para tratar minha psoríase esses momentos foram sagrados para mim”, contou a cantora, destacando como a doença fez parte de sua história pessoal.
Já Kim Kardashian compartilhou nas redes sociais um surto recente da condição. “Tudo na minha perna está assim e não sei exatamente o que está acontecendo. Está sendo uma loucura”, disse, mostrando manchas vermelhas e descamações dolorosas.
A cantora Kelly Key também relatou momentos difíceis com a doença. “Quando as lesões começaram a se alastrar pela segunda vez, fiquei muito triste... e o meu estado emocional piorava meu quadro”, afirmou em uma publicação.
Para Juju Salimeni, o diagnóstico veio durante um período de depressão. “Eu estava sempre machucada, não sarava. Tentava esconder com maquiagem e muitas vezes usava blusas de gola alta. Então fui diagnosticada com psoríase”, revelou em entrevista à Vogue.
Esses depoimentos ajudam a trazer visibilidade a uma doença que ainda é cercada de estigmas. A psoríase não é contagiosa, mas sua aparência pode causar desconforto social e isolamento. Estudos publicados na JAMA Dermatology mostram que pessoas com psoríase têm risco aumentado de desenvolver depressão e ansiedade, especialmente em casos mais severos.
Segundo a médica Prof.ª Dra. Isabel Martinez, Pós-Graduada em Cosmetologia e Tricologia e CEO da Clínica Martinez, é fundamental enxergar a psoríase de forma integral. “A doença vai muito além da pele. O apoio humano é tão importante quanto o tratamento médico. Quem convive com alguém que tem psoríase deve entender que esse paciente pode estar enfrentando desafios emocionais profundos. Empatia e acolhimento fazem parte da jornada de cuidado”, explica.
A especialista ressalta que, embora não exista cura definitiva, há tratamentos altamente eficazes. “Cada paciente deve ser avaliado individualmente. O acompanhamento médico é essencial para ajustar a conduta conforme a gravidade e as necessidades de cada pessoa”, afirma.
A Dra. Isabel explica que a psoríase é uma doença de base imunológica, que causa uma renovação acelerada e desorganizada da pele. “Sua origem envolve predisposição genética associada a alterações do sistema imunológico. Entre os genes mais estudados está o HLA-C06:02, mas diversos outros também estão implicados.”
Infecções de garganta, estresse, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool e o uso de determinados medicamentos podem ser gatilhos para a doença. “Um terço dos casos aparece ainda na infância ou adolescência, mas a maioria se manifesta na vida adulta. É possível que um adulto desenvolva psoríase mesmo sem nunca ter tido lesões na infância”, completa a médica.
O tratamento varia conforme o quadro clínico. Nos casos leves, são usados medicamentos tópicos, como corticoides e derivados da vitamina D. Já em quadros moderados a graves, podem ser indicadas medicações sistêmicas (como metotrexato e ciclosporina), fototerapia e terapias biológicas, que bloqueiam citocinas inflamatórias específicas, proporcionando grande melhora na qualidade de vida.
Além do tratamento médico, mudanças no estilo de vida são essenciais. Evitar o cigarro, controlar o estresse, manter uma alimentação equilibrada e evitar traumas na pele ajudam a reduzir as crises.
A médica destaca que o exemplo de figuras públicas que falam abertamente sobre a psoríase tem um papel social importante. “Essas mulheres corajosas, ao compartilharem suas histórias, ajudam outras pessoas a se reconhecerem e buscarem tratamento. É um gesto de empatia e de quebra de tabu”, conclui.
Se você tem psoríase ou conhece alguém com a doença, ofereça apoio e incentive a procurar um dermatologista. O acompanhamento adequado faz diferença não apenas na pele, mas também na saúde emocional e na autoestima.
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