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Programa Indaiatuba do Coração realiza primeiro atendimento com trombolítico e angioplastia pelo SUS

Atendimento foi prestado a homem de 71 anos chegou à UPA com laudo indicando infarto

 Publicado em  11/09/2026 às 11h05  Indaiatuba  Saúde


 O paciente segue internado no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), estável

O paciente segue internado no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), estável
Foto: Divulgação

Uma dor no peito mudou a rotina de um homem de 71 anos na noite de segunda-feira (7) e, poucos minutos depois, também marcou um novo momento para o atendimento cardiovascular pelo SUS em Indaiatuba. Ele chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), às 21h54, com laudo indicando infarto agudo do miocárdio. Em três minutos, o eletrocardiograma digital realizado na unidade confirmou o diagnóstico.

Com a equipe preparada para situações de emergência cardíaca, foi adotada a estratégia fármaco-invasiva, que combina o uso de medicamento trombolítico para tentar desobstruir a artéria com posterior cateterismo e, quando indicada, angioplastia. Foi a primeira vez que a UPA de Indaiatuba utilizou um trombolítico no tratamento de um infarto.

Após ser estabilizado, o paciente foi encaminhado ao Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), onde realizou o cateterismo. Na terça-feira (8), passou pela primeira angioplastia realizada em Indaiatuba pelo SUS. O paciente permanece internado, estável.

O atendimento foi o primeiro realizado integralmente dentro do programa Indaiatuba do Coração, iniciativa municipal voltada à ampliação e estruturação da assistência cardiovascular de alta complexidade na rede pública. Na prática, o caso colocou em funcionamento uma linha de cuidado que começa na identificação rápida do infarto e segue, de forma integrada, até o tratamento especializado.

Segundo o secretário de Saúde, médico cardiologista Flávio Brito, a rapidez é determinante nesses casos. “Esse é um atendimento que precisa acontecer de forma organizada, porque uma etapa depende da outra. O trombolítico é utilizado para tentar restabelecer o fluxo sanguíneo e, depois, o paciente precisa ser encaminhado para avaliação por cateterismo e, quando indicada, a angioplastia”, explica.

A estrutura para esse tipo de atendimento começou a ser reforçada no município antes da primeira ocorrência. Em março, a UPA recebeu novos equipamentos para as salas Vermelha e Amarela, setores destinados ao atendimento de casos mais graves. Paralelamente, os profissionais passaram por capacitação para utilizar os equipamentos e tomar decisões rápidas em situações de emergência.

“Não basta ter o equipamento. É preciso que o profissional saiba utilizá-lo e esteja preparado para tomar uma decisão em uma situação em que cada minuto faz diferença”, afirma Brito.

Ainda em março, o secretário participou, em Brasília, da Oficina de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), promovida pelo Ministério da Saúde, que discutiu a nova pactuação nacional para diagnóstico e tratamento do infarto e estratégias para qualificar a assistência pelo SUS.

Outro marco foi a habilitação de Indaiatuba pelo Ministério da Saúde como Unidade de Assistência em Alta Complexidade Cardiovascular nos serviços de Cirurgia Cardiovascular e Cardiologia Intervencionista. A medida foi oficializada pela Portaria GM/MS nº 11.891, publicada em 2 de julho de 2026.

A habilitação incorporou ao teto municipal de Média e Alta Complexidade (MAC) um recurso anual de R$ 4.029.564,61. Para 2026, estão previstos R$ 2.014.782,31, com parcelas mensais de R$ 335.797,05 destinadas ao custeio dos serviços especializados.

O prefeito Dr. Custódio Tavares considera que o primeiro atendimento completo pelo programa representa a transformação dos investimentos em assistência efetiva. “O objetivo de cada investimento, de cada equipamento adquirido, o treinamento e todo o esforço para a habilitação é sempre o de salvar vidas”, declarou.

O caso também ocorre em um momento de ampliação das estratégias nacionais de atendimento às emergências cardiovasculares. A nova legislação federal prevê maior oferta de medicamentos trombolíticos na rede de urgência e emergência do SUS, incluindo as UPAs, para o tratamento de infarto e AVC.

Para Indaiatuba, o atendimento do paciente de 71 anos representa, portanto, mais do que um pr

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