15 de Jun de 2021
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Programa 'Aedes do Bem' ajuda a diminuir a infestação pelo mosquito da dengue

O projeto foi feito pela empresa de biotecnologia Oxitec em parceria com a prefeitura

 Publicado em  11/06/2021 às 15h01  Indaiatuba  Saúde, beleza e bem estar


 O “Aedes do Bem” tem gene modificado para que só tenha prole de machos, diminuindo a população de fêmeas, que transmitem as doenças

O “Aedes do Bem” tem gene modificado para que só tenha prole de machos, diminuindo a população de fêmeas, que transmitem as doenças
Foto: Assessoria Bowler – Digital First Comunication

Bárbara Garcia
rmc@maisexpressao.com.br

A iniciativa “Aedes do Bem”, foi desenvolvida pela empresa de biotecnologia Oxitec, e funciona da seguinte forma: mosquitos Aedes Aegypti machos são modificados com um gene autolimitante, que faz com que esse macho, ao copular com uma fêmea selvagem, só tenha prole de machos.

Como é a fêmea quem pica e contamina o ser humano, o “Aedes do Bem” faz com que a população de mosquitos capazes de transmitir a doença diminua, prevenindo assim, infestações e surtos das doenças de dengue, zika e chikungunya. Os machos que carregam o gene autolimitante o transmitem de 8 a 10 gerações.

Foi feita uma pesquisa qualitativa de opinião pela Oxitec em parceria com a Prefeitura de Indaiatuba durante o mês de março deste ano, entre os dias 11 e 24.  Foram ouvidas 2.000 pessoas com idade acima de 16 anos, nos bairros Laura Bueno, Belo Horizonte, Regente e Cidade Jardim.

Os principais resultados foram: 83,2% acreditam que o “Aedes do Bem” é uma solução segura; 89% consideram uma solução eficiente; 83,5% apoiam o projeto; 97% gostariam que a iniciativa fosse expandida para outros bairros.

Porém, a pesquisa mostrou também alguns dados preocupantes. Uma parcela considerável acredita que a doença é contraída somente pela água parada, e não pelos mosquitos contaminados com os vírus. Esses somam 21,2%. Somente 53,6% tem conhecimento de que a dengue é transmitida pelo Aedes aegypti, e o percentual cai bastante em relação à chicungunya: só 22% reconhecem o perigo de contraí-la através do mosquito.

Mais da metade dos entrevistados, especificamente 61,7%, dizem que a solução para acabar com o vírus é não deixar água parada, mas essa não é a única medida de prevenção. Porém, Natália Ferreira, diretora da Oxitec no Brasil, afirma que este já é um avanço no sentido da conscientização das pessoas.

A cidade de Indaiatuba vem adotando medidas de controle dessas doenças desde 2020, e segundo a secretaria de Saúde, somente 19 pessoas contraíram o vírus da dengue entre 1º de janeiro e 28 de abril deste ano, fazendo com que Indaiatuba seja atualmente a cidade com menor número de casos de dengue entre municípios com mais de 200 mil habitantes na Região Metropolitana de Campinas (RMC), segundo reportagem disponibilizada no site da prefeitura.

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    O “Aedes do Bem” tem gene modificado para que só tenha prole de machos, diminuindo a população de fêmeas, que transmitem as doenças
    Foto: Assessoria Bowler – Digital First Comunication



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