Publicado em 14/02/2018 às 13h39 Jundiaí Cidades
Marlê de Lima, 50 anos, moradora no bairro da Vila Cristo, é assistida há 15 anos pelo Caps AD. Livre do consumo de álcool e das drogas desde o ano passado, comemora os novos rumos que trilha. “Hoje sou uma pessoa diferente. Tenho orgulho do que sou. As pessoas conversam comigo. Consigo manter um diálogo. Sou respeitada. Fiz curso para cuidadora de idosos e vou fazer uma entrevista de emprego para trabalhar na área. Estou muito feliz com o que consegui conquistar. Tenho certeza que isso só foi possível por causa do atendimento que tive durante todo este tempo aqui no Caps AD. Aqui tive o apoio e o tratamento necessário para conseguir me livrar dessa condição, que era uma doença”, conta a assistida.
Ela é apenas um dos casos de pessoas que optaram por deixar o vício e seguir uma vida diferente, longe das ruas. “As pessoas precisam querer deixar de beber ou de usar drogas. Não adianta alguém da família, filho, amigo ou parente querer por ela. É a pessoa que precisa decidir, precisa entender que aquele caminho não a levará a lugar algum”, aponta.
Segundo a terapeuta ocupacional Raquel Kubitza Valente, do Caps AD III, o cuidado ofertado pelo órgão engloba atendimento multidisciplinar com psicóloga, terapeuta ocupacional, médico, enfermagem e com artesão. O Centro de Atenção Psicossocial oferta o cuidado, basta o usuário do serviço desejar. É um Cuidado em Liberdade, junto do território que a pessoa pertence. Tem como diretrizes o respeito aos direitos humanos, garantia da autonomia, da liberdade e o exercício da cidadania, a promoção da equidade reconhecendo suas determinantes sociais e da saúde”, detalha. A sensibilização de mais pessoas com a adesão ao trabalho também é mérito dos assistidos. Marlê, que chegou a viver nas ruas, usa seu exemplo para conscientizar os conhecidos que encontra. “Eu converso com eles e falo do trabalho, do que eu consegui deixando o vício. Uma hora eles vão ser tocados. Por isso falo sempre que os encontro”, conta.
No Caps AD III, também foram realizados cerca de 289 procedimentos de hospitalidade noturna (equivalente à internação para o cuidado em momento de crise) por mês. “A saúde do município de Jundiaí segue atenta às necessidades, considerando inclusive o crescimento populacional e o aumento na prevalência de determinados agravos, sem esquecer a necessidade de integração dos diversos atores envolvidos para o enfrentamento desta questão tão complexa”, explica o coordenador de Saúde Mental, Álcool e outras drogas, Alexandre Moreno Sandri.
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