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Operação Paládio: Gaeco prende seis pessoas por fraude com falsos investimentos na região de CampinasGrup

Grupo usava escritório de alto padrão no Cambuí e aplicativos que simulavam plataformas financeiras; policial militar está entre os presos

 Publicado em  23/09/2026 às 12h27  Campinas  Polícia


Ao todo, a Justiça expediu 18 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, cumpridos em quatro estados

Ao todo, a Justiça expediu 18 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, cumpridos em quatro estados
Foto: 1º BAEP/Divulgação

O Gaeco de Campinas deflagrou na terça-feira (22) a Operação Paládio, que resultou na prisão de seis pessoas na região por suspeita de fraudes milionárias com falsos investimentos e lavagem de dinheiro. A ação, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), teve apoio da Polícia Militar, com participação do 1º BAEP, da ROTA e da Corregedoria da PM.

Ao todo, a Justiça expediu 18 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, cumpridos em quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Piauí. Na região, as diligências ocorreram em Campinas, Hortolândia e Paulínia. Também houve alvos na capital paulista, em Monte Sião (MG), Cuiabá e Sinop (MT) e Teresina (PI). Até a última atualização, sete carros haviam sido apreendidos.

Entre os detidos está um policial militar, preso em Hortolândia junto com a mulher e a filha. Segundo a apuração, a esposa do PM é proprietária de uma empresa que mantém escritório no Edifício Piazza Affari, na Rua José Pires Neto, no Cambuí — endereço relacionado à investigação em Campinas.

Como funcionava o esquema

Segundo o MPSP, o grupo atuava por meio da empresa Ateena Novos Negócios e atraía vítimas com a promessa de investimentos seguros e altamente rentáveis, supostamente vinculados a empreendimentos imobiliários e do agronegócio. A captação era feita por agências de intermediação, uma delas instalada em edifício empresarial de alto padrão no Cambuí, com escritórios equipados com amplo aparato tecnológico.

Os investigados mantinham intensa exposição em redes sociais e programas de televisão para divulgar o suposto sucesso dos negócios. Os recursos captados, porém, não eram aplicados nos investimentos anunciados — eram apropriados pelo grupo, segundo as investigações.

Para sustentar a fraude, a organização usava empresas com denominações semelhantes às de instituições do mercado financeiro e controlava aplicativos que simulavam plataformas financeiras, nos quais as vítimas visualizavam valores e rendimentos fictícios. Em determinados períodos, o grupo chegava a pagar às vítimas quantias correspondentes aos rendimentos prometidos, reforçando a aparência de legitimidade.

Lavagem de dinheiro

A investigação aponta ainda uma segunda frente: o uso da estrutura empresarial para lavar dinheiro de outras atividades criminosas, com indícios de vínculo com recursos do tráfico de drogas praticado por integrantes do PCC. Segundo o Gaeco, os valores captados das vítimas eram misturados a recursos de origem criminosa nas contas das empresas, dificultando o rastreamento.

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    Foto: 1º BAEP/Divulgação

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