Publicado em 10/07/2025 às 12h47 Brasil Cidades
Foto: Divulgação
O Brasil poderá enfrentar desafios crescentes no fornecimento de energia elétrica, especialmente nos horários de maior consumo, nos próximos anos. A projeção está no Plano da Operação Energética (PEN 2025), divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta terça-feira (8), que analisa as condições de atendimento do Sistema Interligado Nacional (SIN) entre 2025 e 2029.
Segundo o relatório, o crescimento das fontes renováveis como solar, eólica e mini/microgeração distribuída (MMGD) alterou o perfil da matriz elétrica. Embora contribuam para a geração total, essas fontes têm baixa produção à noite, quando há maior demanda. Por isso, será necessário o acionamento de usinas térmicas flexíveis e uso da reserva de potência, especialmente a partir do segundo semestre de 2025.
O ONS também avalia a possibilidade de retomar o horário de verão como alternativa para aliviar o sistema nos horários de pico. A medida, suspensa desde 2019, poderá voltar a ser recomendada conforme as projeções de demanda dos próximos meses.
A capacidade instalada no Brasil deve crescer 36 gigawatts (GW) entre dezembro de 2024 e o fim de 2029, chegando a 268 GW. A fonte solar, impulsionada pela MMGD, representará 32,9% da matriz elétrica, tornando-se a segunda maior em capacidade instalada. Com essa transformação, aumenta a complexidade da operação do sistema, exigindo respostas rápidas às variações de oferta e demanda. O ONS alerta que termelétricas com pouca flexibilidade e acionamento lento não são recomendadas para os próximos anos.
As projeções do plano indicam risco de insuficiência de potência (LOLP) entre 2026 e 2029, com violações em vários períodos. O ONS reforça a importância de leilões anuais de reserva de capacidade para garantir o suprimento energético diante do avanço das fontes intermitentes.
Um desses leilões, previsto para 2023, foi cancelado após judicializações e a revogação da portaria pelo Ministério de Minas e Energia. A Aneel aguarda nova regulamentação para retomar o processo, que deve ocorrer na plataforma da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
O plano também chama atenção para o crescimento de cargas especiais, como datacenters e fábricas de hidrogênio verde. Essas instalações têm alta demanda e baixa flexibilidade, agravando a pressão no sistema durante o período noturno, que já é mais crítico para o atendimento.
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