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Obra deve ampliar em cerca de 15% capacidade de tratamento de água

Previsão atualizada é que ETA VI esteja pronta para operar no primeiro semestre de 2027

 Publicado em  17/08/2026 às 10h59  Indaiatuba  Cidades


Estação no Tombadouro terá capacidade de tratar 150 litros por segundo

Estação no Tombadouro terá capacidade de tratar 150 litros por segundo
Foto: Divulgação

Por: Ana Paula Kuntz
 

As obras da Estação de Tratamento de Água VI (ETA VI), no bairro Tombadouro, avançam e têm conclusão prevista para o final deste ano. A nova unidade deve começar a operar no primeiro semestre de 2027 e terá capacidade inicial para tratar 150 litros de água por segundo, reforçando o abastecimento de Indaiatuba e preparando o sistema para o crescimento da cidade.
Atualmente, o Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) informa que o município possui capacidade instalada de produção de aproximadamente 1.012 litros por segundo. Com a entrada da ETA VI, o acréscimo será equivalente a cerca de 15% da capacidade atual. O projeto, porém, já prevê a possibilidade de ampliação da estação para 300 litros por segundo, o que elevaria esse reforço para aproximadamente 30%.
A nova ETA será abastecida com água do rio Jundiaí e terá sistemas de captação, adução, pré-tratamento, tratamento e reservação. Também contará com um reservatório próprio de 1 milhão de litros. A estrutura deverá reforçar principalmente o abastecimento da região entre Itaici e Jardim Brasil, além de permitir uma redistribuição da demanda entre as demais estações do município.

    SEGURANÇA HÍDRICA
Mais do que aumentar a quantidade de água tratada, a obra faz parte de uma estratégia de segurança hídrica diante do crescimento populacional e urbano de Indaiatuba. A cidade tem hoje uma população estimada em cerca de 270 mil habitantes e mantém uma trajetória de expansão que exige investimentos antecipados em infraestrutura.
O planejamento do município também considera outro fator importante: as perdas na distribuição. Na revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), o índice registrado para 2020 era de 29,78%. A meta estabelecida é reduzir esse percentual para 20% até 2035. A diferença representa água que é produzida, mas não chega ao consumidor, seja por vazamentos, falhas de medição ou outros fatores do sistema.
A combinação entre aumento da capacidade de tratamento, redução de perdas e ampliação da infraestrutura é, portanto, parte do planejamento para garantir que o crescimento da cidade não seja acompanhado por pressão sobre o abastecimento.
A ETA VI integra o Programa Rio Jundiaí Limpo, desenvolvido em parceria com o Fonplata Banco de Banco de Desenvolvimento, que aproveu em 2021o financiamento de mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 155 milhões, em valores atuais) para o projeto, que prevê também um sistema de reúso de água para o Distrito Industrial e ações de recuperação do Rio Jundiaí, com proteção de cerca de 3 quilômetros de margens por meio de estruturas de contenção feitas de pedras e telas metálicas, conhecidas como gabiões, e recuperação da vegetação nativa em 8 quilômetros. O projeto prevê investimento total de US$ 37,5 milhões, sendo 80% financiados pelo banco e o restante como contrapartida local.

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