Publicado em 18/06/2017 às 10h48 Nova Odessa Cidades
De janeiro a abril deste ano, Nova Odessa ‘ganhou’, em média, um bebê por dia. É o que demonstram as estatísticas de atendimento na rede pública de saúde, divulgadas em audiência pública recentemente pela Secretaria de Saúde. Nos primeiros 120 dias 2017 foram realizados 121 partos na maternidade do Hospital Municipal Dr. Acílio Carreon Garcia.
Se comparado ao período anterior, ou seja, os quatro últimos meses de 2016, o aumento no número de nascimentos é de 26%, já que naquele período foram realizados 96 partos.
O maior número de nascimentos é de meninas, 63 no período citado. Foram registrados nascimentos de 58 meninos. Do total, 43 partos foram normais e 78 cesarianas.
Para o secretário de Saúde, Vanderlei Cocato, o aumento no número de nascimentos registrados no hospital municipal pode estar relacionado ao crescimento populacional do município. “Recebemos muitos novos pacientes, principalmente a partir do segundo semestre do ano passado. Isso pode ser reflexo da situação econômica do país, que fez muitas pessoas migrarem para a rede pública, assim como ao crescimento da população de Nova Odessa, já que a cidade tem sido procurada por muitas famílias por apresentar bons índices de qualidade de vida. Porém, o importante é ressaltar que nosso hospital tem atendido esta demanda e que estamos sempre investindo em equipamentos, estrutura física e capacitação profissional para melhor atender nossa população”, disse o secretário.
“Vale ressaltar também que nestes primeiros quatro meses, não registramos nenhuma morte de crianças de 0 a 11 meses. O parto é sempre uma situação delicada e muitas vezes acontece o nascimento prematuro ou outras complicações que colocam em risco a vida de mãe e filho. Mas nossa equipe tem se dedicado muito no atendimento a todos os pacientes, em especial neste momento, e estamos conseguindo bons resultados”, explicou.
Sobre a diferença entre o número de cesarianas e partos normais, o secretário explicou que esta é uma decisão médica, que leva em consideração o quadro de cada paciente. “Como já disse, embora seja um acontecimento natural, o parto é sempre um procedimento médico delicado. Se nossos ginecologistas e obstetras avaliaram que, neste período, houve maior necessidade de cesariana, isso é uma decisão médica, que tem que ser tomada muitas vezes em poucos minutos. Confio na equipe e tenho certeza de que eles estão preocupados com a saúde da criança e da mãe”, disse.
PRIMEIRA – Quem puxou a fila dos nascimentos em 2017 foi Isabelle Valentina, que nasceu prematura e de parto normal no dia 3 de janeiro. A mãe, Julia Meys Soares, de 21 anos, fez o acompanhamento de pré-natal corretamente na UBS (Unidade Básica de Saúde) 2, no Jardim São Jorge, e tomou um susto quando Isabelle ‘resolveu’ vir ao mundo com 35 semanas de gestação.
“Fomos muito bem atendidos, a equipe foi super atenciosa e todos os profissionais estão realmente de parabéns”, ressaltou, na época, Gabriel Ferreira Braga, pai de Isabelle.
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