Publicado em 08/09/2025 às 10h00 Indaiatuba Saúde
A doença provoca elevação da glicose no sangue
A Sociedade Brasileira de Diabetes atualizou a idade mínima para rastreio do diabetes tipo 2, reduzindo de 45 para 35 anos. A mudança visa identificar precocemente a doença, que afeta milhões de adultos e, em muitos casos, passa despercebida até causar complicações graves, como cegueira, insuficiência renal e amputações. Segundo a endocrinologista Maria Elizabeth Rossi (FMUSP), o desenvolvimento da doença está fortemente ligado ao estilo de vida: “Indivíduos ativos e com alimentação equilibrada têm risco muito menor, mesmo com predisposição genética. Sedentarismo, ganho de peso e dieta inadequada aumentam significativamente as chances de desenvolver diabetes.” O rastreio é feito por exames de sangue simples, como glicemia de jejum, hemoglobina glicada ou teste de tolerância à glicose. Também há questionários online que ajudam a identificar fatores de risco, incluindo histórico familiar, obesidade, hipertensão e alterações no colesterol. A doença provoca elevação da glicose no sangue, afetando vasos pequenos e grandes, o que pode resultar em AVC, infarto, neuropatia e maior susceptibilidade a infecções. A prevenção passa pelo controle de peso, alimentação saudável e prática regular de atividades físicas, medidas capazes de reduzir em até 58% a progressão para diabetes em pessoas com pré-diabetes.
Como é realizado o rastreamento
O rastreamento da doença é realizado para todos os adultos acima de 35 anos, ou para pacientes abaixo dessa idade que tenham histórico familiar de diabetes, doenças cardiovasculares, alterações nos níveis de colesterol e de triglicérides e outras condições especiais. Esse acompanhamento é feito a partir de um exame de sangue, um procedimento simples e barato de ser realizado que revela informações importantes sobre a doença. É possível acessar o questionário https://diabetes.org. br/calculadoras/findrisc/ de riscos para diabetes tipo 2, composto de perguntas fáceis de serem respondidas, como o peso, o tipo de alimentação, se o paciente é sedentário ou hipertensivo. Respondendo a essas perguntas, já é capaz de adquirir um panorama, para o indivíduo procurar um diagnóstico mais certeiro e iniciar um possível tratamento.
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