Publicado em 13/03/2026 às 11h24 Indaiatuba Saúde
Dra. Priscila Marshall Pereira - Mastologista - CRM: 115.855-SP
Foto: Divulgação
Por: PRISCILA MARSHALL
O diagnóstico e o tratamento do câncer de mama têm uma influência enorme na vida da mulher. Ninguém está preparado para um diagnóstico de câncer; mesmo sabendo da sua alta incidência, nunca esperamos que aconteça conosco. Com o diagnóstico, surgem dúvidas e anseios: irei sobreviver? O meu caso tem cura? Qual é o grau do tumor? Qual é o tipo? Perderei o cabelo? Perderei a minha mama? Como será o resultado estético da cirurgia? Poderei continuar a trabalhar? Como explicar o diagnóstico à família, filhos e pais?
Nesse momento, independentemente da agressividade do tumor, há sempre o receio da morte. Embora esta possa ocorrer a qualquer momento por qualquer outra causa, o diagnóstico de câncer coloca-nos de frente com a finitude da vida.
A maior incidência do câncer de mama ocorre entre os 50 e 60 anos, mas estudos indicam que cerca de uma em cada três mulheres diagnosticadas tem menos de 50 anos. Nessa idade, as mulheres estão prosperando, muitas ainda têm filhos pequenos e inúmeras atividades e responsabilidades. Um diagnóstico coloca em xeque tudo o que fazemos e a nossa capacidade de continuar a realizar as tarefas da mesma forma: cuidar da família, do trabalho, da casa e de si mesma. Também nos leva a questionar o nosso estilo de vida e a forma como lidamos com os problemas do dia a dia.
Neste período, uma rede de apoio é extremamente importante. Mulheres que têm suporte — seja da família, de amigos, do seu médico ou da equipe de tratamento — e que aceitam essa ajuda, conseguem lidar melhor com as dificuldades e a fragilidade que o tratamento, por vezes, impõe.
Não é fácil ser a mesma mulher que éramos antes do diagnóstico. Mas será que precisamos de ser essa mulher? Será que queremos ser a mesma? Ou será que nunca mais seremos as mesmas? Será que precisamos pensar tanto? Que possamos aproveitar este momento para nos dedicar ao que importa de verdade na vida; refletir sobre o que queremos e se estamos lutando por isso no nosso dia a dia; priorizar o que é essencial.
O cabelo pode cair, a mama pode ficar ausente ou com cicatrizes estranhas (embora o médico tente sempre fazer o melhor) e podemos ganhar peso. Perdemos a nossa identidade visual, mas que a gente não se perca. Que a gente se encontre e que encontre o que é bom.
Lidar com tudo isso fica mais fácil para as pessoas de fé, que acreditam numa espiritualidade maior e que este momento é apenas uma fase, um teste ou um desafio diante da eternidade.
Neste “mês da mulher”, que possamos aproveitar para nos olhar com mais carinho, rever as nossas prioridades e metas de vida e, além de cuidar dos outros, cuidar de nós também. Façamos os nossos exames de rotina, pratiquemos atividade física, evitemos excessos, moderemos o consumo de bebidas alcoólicas e mantenhamos em dia a nossa espiritualidade.
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