Publicado em 07/10/2024 às 14h57 São Paulo Cidades
Foto: Divulgação/Linha Uni
Com 65,71 metros de profundidade – o que equivalente a um prédio de mais de 20 andares, a estação Itaberaba-Hospital Vila Penteado da Linha 6-Laranja de metrô de São Paulo será a mais profunda da América Latina, superando a estação Santa Cruz, da Linha 5-Lilás, com 41,5 metros de profundidade. Atualmente, a obra está com mais de 48% executada. O empreendimento é uma parceria público-privada (PPP) firmada entre o Governo de São Paulo e a Concessionária Linha Uni.
Com 15,3 quilômetros de extensão, as 15 estações da nova linha irão ligar a Brasilândia, na zona Norte de São Paulo, à Estação São Joaquim, no centro. Do total, sete estações têm profundidade igual ou superior a 45 metros. O professor doutor da Escola Politécnica do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica da Universidade de São Paulo (USP), Pedro Wellington Teixeira , fala sobre alguns dos desafios da engenharia em escavações e obras subterrâneas.
“A interpretação dos dados de levantamentos do subsolo é muito complexa e é sempre necessário efetuar-se medidas de acompanhamento contínuo da obra, visual e com instrumentos, para confirmar as hipóteses de projeto e realizar eventuais ajustes. O controle da água presente no subsolo é um outro aspecto que traz muitos desafios para a engenharia nas obras subterrâneas, seja durante a execução da obra, seja durante sua manutenção. Em ambas as fases há necessidade de manter o ambiente seco e de evitar que o fluxo ou a pressão da água presente no subsolo crie condições de instabilidade. Todas essas variáveis e estudo do solo devem ser levadas em consideração para garantir a segurança na construção dos túneis subterrâneos”, explica o especialista.
No caso da Linha 6, duas condicionantes determinaram as maiores profundidades em relação às linhas já implantadas no metrô de São Paulo, conforme explica o coordenador da Comissão de Monitoramento de Concessões e Permissões (CMCP) da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), Jelson Sayeg, que já trabalha há quase 40 anos em obras metroviárias.
“Para a implantação de uma linha de metrô é preciso considerar o ponto mais baixo do traçado. Na Linha 6, duas questões foram impositivas para a definição dessa profundidade: passar por baixo do Rio Tietê e do túnel da Linha 4. Com essas condicionantes, a maior parte das estações da nova linha do metrô, em função da topografia e relevo – mesmo subindo em rampas suaves, ficarão em grandes profundidades chegando até a estação Itaberaba, com 65,71m, que se tornará a mais profunda da América Latina. Todo o estudo para planejar o traçado garante uma operação eficiente e segura, além de prolongar a vida útil dos trens”, explica.
A construção da Linha 6-Laranja é praticamente toda subterrânea, com exceção do Pátio de Manutenção Morro Grande. Na obra são utilizados três métodos de escavação que combinam tecnologia de ponta com soluções de engenharia.
“Na Linha-6 são utilizadas as tuneladoras (TBM), o novo método Austríaco de túnel mineiro (NATM) e a vala a céu aberto (VAC). Dos 15 km de via, praticamente 13 km foram escavados com o ‘tatuzão’. A escolha depende de variáveis como o custo de implantação e a agilidade no andamento das obras. Todos esses três métodos de escavação são instrumentalizados, ou seja, monitorados constantemente, com análise de mitigação de riscos e contingenciamento, o que garante total segurança às obras metroviárias de grande profundidade”, reforça o coordenador da CMCP.
No mundo, a estação de metrô mais profunda é a Arsenalna que está localizada em Kiev, na Ucrânia, a 105,5m de profundidade. Considerada uma das maiores obras de infraestrutura e mobilidade da América Latina, a Linha 6-Laranja é construída pelo grupo espanhol Acciona e será operada pela Linha Uni por 19 anos. A entrega do primeiro trecho do projeto que irá da estação Brasilândia até Perdizes está prevista para o segundo semestre de 2026.
SP nos Trilhos
O projeto Linha 6-Laranja faz parte do programa SP nos Trilhos, do Governo de São Paulo, que prevê a expansão do transporte de passageiros por linha férrea no estado, incluindo projetos de trens intercidades (TICs), trens metropolitanos, metrô e VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos). O objetivo é viabilizar um transporte ainda mais eficiente, seguro e sustentável, promovendo melhorias na mobilidade para milhões de paulistas.
O programa busca fomentar o uso da malha ferroviária existente no estado, especialmente em trechos ociosos ou com baixa capacidade, além de incentivar soluções sustentáveis, conectando a capital ao interior e ao litoral. Isso significa mais investimentos, geração de emprego e renda, e incentivo ao turismo. Atualmente, o SP nos Trilhos conta com mais de 40 empreendimentos e estimativa de investimento superior a R$ 190 bilhões em mais de 1 mil km de malha férrea.
Fonte: Agência SP
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