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Março Roxo reforça alerta para o lipedema e a importância do diagnóstico precoce no Brasil

Com a mobilização do Março Roxo, profissionais de saúde e associações de pacientes defendem mais informação, capacitação médica e políticas públicas que ampliem o acesso ao diagnóstico

 Publicado em  04/03/2026 às 14h33  Brasil  Saúde


Foto: divulgação

Dar visibilidade a uma doença ainda pouco reconhecida é o principal objetivo do Março Roxo, campanha dedicada à conscientização sobre o lipedema, condição crônica que atinge predominantemente mulheres e é marcada pelo acúmulo desproporcional e simétrico de gordura, especialmente em pernas e braços, associado à dor, sensibilidade ao toque e facilidade para hematomas. Apesar de estimativas indicarem que até 11% das mulheres no mundo possam conviver com a doença, muitas ainda enfrentam anos de dúvidas e tratamentos inadequados antes de receber o diagnóstico correto.

O lipedema foi oficialmente incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID) em 2022, um avanço considerado fundamental para ampliar o reconhecimento clínico e estruturar protocolos de atendimento. Ainda assim, especialistas alertam que o subdiagnóstico permanece como um dos principais desafios, já que os sintomas costumam ser confundidos com obesidade, retenção de líquido ou linfedema. Essa confusão impacta não apenas o tratamento físico, mas também a saúde emocional das pacientes, que frequentemente relatam frustração diante de dietas e exercícios que não promovem redução das áreas afetadas.

Para a nutróloga Dra. Andyara Gelmini, o Março Roxo representa um marco importante na mudança desse cenário. “Muitas mulheres passam anos acreditando que o problema está apenas no estilo de vida, quando, na verdade, existe uma condição inflamatória crônica por trás daquele acúmulo de gordura resistente. O diagnóstico correto é libertador porque direciona para um tratamento adequado e individualizado”, afirma. Segundo a especialista, a abordagem deve ser multidisciplinar, envolvendo acompanhamento médico, orientação nutricional com foco anti-inflamatório, prática de atividade física orientada e, em alguns casos, terapias complementares.

A médica destaca ainda que a alimentação tem papel estratégico no controle dos sintomas. “Embora a dieta não elimine o lipedema, ela pode reduzir inflamação, dor e retenção de líquido. Um plano alimentar personalizado, aliado a hábitos saudáveis, melhora significativamente a qualidade de vida da paciente”, explica Dra. Andyara Gelmini. Ela reforça que sinais como gordura desproporcional em membros inferiores, dor ao toque e sensação de peso nas pernas devem acender o alerta para investigação clínica.

Com a mobilização do Março Roxo, profissionais de saúde e associações de pacientes defendem mais informação, capacitação médica e políticas públicas que ampliem o acesso ao diagnóstico e ao tratamento. A conscientização, segundo especialistas, é o primeiro passo para reduzir o impacto físico e emocional do lipedema e garantir que milhões de mulheres deixem de sofrer em silêncio por uma condição que já pode e deve ser reconhecida precocemente.

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