Publicado em 27/03/2026 às 11h04 atualizado em 27/03/2026 às 11h17 - Indaiatuba Saúde
Dr. Renato Gandolfi – Coloproctologista e Cirurgião Geral, CRM: 129.047-SP
Foto: Divulgação
Por: Renato Gandolf
O mês de março é marcado pela campanha Março Azul, dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal — um dos mais frequentes no Brasil e no mundo. Silenciosa em seus estágios iniciais, a doença reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce como principais aliados na redução da mortalidade e na ampliação das chances de cura.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 45 mil novos casos de câncer de cólon e reto por ano, sendo o segundo tipo mais incidente nas mulheres e nos homens, perdendo apenas para o câncer de mama e o câncer de próstata. Dados também apontam que mais da metade dos diagnósticos ainda ocorrem em fases avançadas, o que dificulta o tratamento e reduz significativamente as chances de cura.
Dentre os exames disponíveis, a colonoscopia é o principal método para prevenção e detecção precoce. O procedimento permite identificar e remover pólipos — lesões benignas que podem evoluir para câncer — antes mesmo do surgimento da doença, além de detectar alterações iniciais ainda assintomáticas. A recomendação é que pessoas a partir dos 45 anos iniciem o rastreamento, mesmo sem sintomas ou fatores de risco.
Entre os sinais de alerta estão sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação persistente), dor abdominal, massa abdominal, perda de peso inexplicada e anemia. No entanto, muitos casos não apresentam sintomas no início, reforçando a importância dos exames de rotina e acompanhamento médico regular.
Celebridades como Chadwick Boseman, ator conhecido por “Pantera Negra”, Preta Gil e o eterno Rei Pelé foram vítimas da doença, ampliando a visibilidade do tema e reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Além do diagnóstico precoce, hábitos de vida saudáveis são fundamentais na prevenção. Alimentação rica em fibras, redução do consumo de carnes processadas e carne vermelha, prática regular de atividade física, manutenção do peso adequado, moderação no consumo de álcool e evitar o tabagismo estão entre as principais recomendações.
Especialistas reforçam que campanhas educativas e acesso facilitado aos exames são decisivos para mudar esse cenário e salvar vidas em todo o país.
Com a ampliação do acesso à informação por meio da televisão, rádio e, principalmente, das redes sociais, a expectativa é reduzir tanto a incidência quanto a mortalidade associadas ao diagnóstico tardio da doença, promovendo mais qualidade de vida à população.
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