Publicado em 02/04/2026 às 11h42 Brasil Saúde
Rafael Elias Marques, pesquisador líder em virologia do CNPEM
Foto: Mais Expressão
Por: Flávia Girardi
O Brasil avança para um novo patamar na ciência com a construção do Complexo Laboratorial Orion, em Campinas, pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). A estrutura será uma das mais modernas do mundo para o estudo de patógenos, como vírus, bactérias e fungos, com impacto direto na saúde pública e na capacidade de resposta a crises sanitárias.
O grande diferencial do Orion é a presença de laboratórios de máxima contenção biológica, conhecidos como NB4, inéditos na América Latina. Esses ambientes permitem o estudo seguro de agentes altamente perigosos e transmissíveis, como o vírus Ebola. Além disso, o complexo será o primeiro do mundo conectado a uma fonte de luz síncrotron, o Sirius, possibilitando análises em nível molecular com precisão sem precedentes.
A proposta do Orion é funcionar como uma infraestrutura aberta à comunidade científica nacional e internacional. O espaço reunirá ainda laboratórios NB2 e NB3, biotério, microscopia eletrônica, criomicroscopia e tecnologias avançadas de bioimagem. Também contará com um laboratório de treinamento que simula as condições reais de biossegurança máxima, formando profissionais especializados no próprio país.
Em entrevista exclusiva ao Mais Expressão, o pesquisador líder em virologia do CNPEM, Rafael Elias Marques, destacou a importância estratégica do projeto. Segundo ele, o Orion representa um marco para a soberania científica brasileira.
“O Orion significa soberania. Poucos países possuem capacidade de pesquisa em nível de biossegurança 4. Isso permite desenvolver vacinas, medicamentos e aprofundar o conhecimento sobre vírus que causam doenças graves”, afirma.
Ele explica que essa estrutura permitirá respostas mais rápidas em situações de emergência sanitária. “Essa capacidade se transforma em saúde para a população. O Orion coloca o Brasil em uma posição tecnológica diferenciada no cenário global”, completa.
Atualmente, o país não possui instalações para estudar patógenos de classe 4. Um exemplo é o vírus Sabiá, identificado no Brasil, mas que precisa ser analisado no exterior. Com o novo complexo, será possível realizar esse tipo de pesquisa internamente, reduzindo a dependência internacional e acelerando descobertas científicas.
O Orion também terá impacto direto no desenvolvimento de políticas públicas, ao subsidiar estratégias de vigilância epidemiológica, diagnóstico e tratamento. Financiado com recursos federais e integrado a programas estratégicos, o projeto fortalece o Sistema Único de Saúde e estimula a inovação tecnológica.
Inspirado na constelação de Órion, o nome do projeto simboliza direção e avanço. O complexo laboratorial Orion, situado no CNPEM em Campinas (próximo à Unicamp), tem previsão de conclusão das obras para o final de 2027.
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