Publicado em 16/10/2026 às 11h27 Indaiatuba Economia
Emprego em Indaiatuba em números
Foto: Mais Expressão
ANA PAULA KUNTZ
Indaiatuba criou 2.207
empregos com carteira
assinada entre janeiro
e agosto de 2026, alta de
24% sobre as 1.780 vagas
do mesmo período de
2025. O levantamento é
do Observatório Econômico
Municipal, da Secretaria de
Desenvolvimento Econômico,
Indústria, Comércio
e Turismo, com base no
Caged, do Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE).
O estudo analisa admissões
e demissões e traça o perfil
dos contratados por escolaridade,
gênero e idade.
O saldo de oito meses
já supera o de 2025, quando
a cidade criouque teve
986 vagas. Jovens de 14
a 24 anos responderam
por 1.969 postos, 89,2%
do total, e só aos 18 anos
foram 661, a maior faixa
individual. As mulheres somaram
2.078 vagas, contra
129 dos homens.
Na escolaridade, trabalhadores
com Ensino Médio
completo concentraram o
maior saldo: 1.358 vagas,
61,5% do total. Na prática,
o movimento indica que a
cidade está absorvendo mão
de obra em início de carreira
e primeiro emprego.
DE ONDE VÊM AS VAGAS
Serviços liderou com folga:
2.029 postos, mais de
90% do saldo. Na sequência
aparecem construção
(222), comércio (99) e
agropecuária (40). Dentro
de serviços, destacam-se
atividades administrativas
e complementares (772),
alojamento e alimentação
(452) e educação (316).
Somados os setores com
saldo positivo, são 2.390
vagas, 183 a mais que o total
do município. A diferença é o
saldo negativo da indústria,
único setor no vermelho no
acumulado de oito meses:
até julho, o setor acumulava 270 vagas a menos.
O resultado acumulado
esconde forte oscilação.
Março fechou com 973 postos
criados; junho, com 60.
Em julho, o saldo despencou
para 1.166 demissões
líquidas, com a indústria
cortando 1.153 vagas em
um único mês. Em agosto, a
volta do azul, com cerca de
550 postos. O desempenho
local contrasta com o país:
de janeiro a agosto, o Brasil
registrou queda de 25,2%
na criação de vagas formais
em relação ao mesmo período
de 2025.
O contraste com o país
dá a dimensão do resultado.
De janeiro a agosto, o Brasil
criou 1,13 milhão de vagas
formais, 25,2% menos que
no mesmo período de 2025.
Em agosto, o saldo nacional
veio acima das expectativas,
com 165,8 mil postos.
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