Publicado em 29/02/2024 às 10h32 Brasil Cidades
É preciso estar atento com o aumento das temperaturas
Foto: Freepik
Mayara Piperno
Durante vários meses do segundo semestre de 2023, testemunhamos um aumento significativo nas temperaturas, acompanhado por ondas de calor que persistiram até janeiro deste ano. Os dados do Copernicus, Instituto do Reino Unido, confirmam que janeiro foi marcado por um calor excepcional em termos de média global.
Nós conversamos com Ana Ávila do CEPAGRI (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da UNICAMP que explicou que, além do aumento da temperatura média global devido ao efeito das mudanças climáticas, o El Niño também é um fenômeno que tende a fazer com que a gente tenha temperaturas mais elevadas.
O aquecimento dos oceanos, especialmente o Atlântico Norte, contribui para esse cenário, influenciando diretamente a temperatura atmosférica.
“É crucial reconhecer que essa situação veio para ficar e, portanto, devemos nos concentrar em medidas de adaptação. Além de reduzir a emissão de CO2 e outros gases de efeito estufa, é fundamental adotar estratégias de adaptação. Isso inclui uma ampla gama de iniciativas que devem ser implementadas e seguidas de perto tanto pela população rural, especialmente no que diz respeito à produção de alimentos, quanto pela população urbana”.
Os eventos climáticos extremos e as temperaturas elevadas têm gerado chuvas intensas, aumentando o risco de desastres naturais. Essa alta se mantem agora em fevereiro, em Indaiatuba, nesta quarta-feira (28) os termômetros bateram os 32ºC.
Desastres
Em um cenário de mudança do clima, os extremos climáticos (altas temperaturas, chuvas intensas, seca) são mais frequentes e o risco de ocorrência de desastres também.
“Temos alguns desastres que ocorreram por causa dessas alterações. O Brasil é um país gigante, de uma extensão territorial bastante dentro da região tropical. Então, a gente tem um clima com fácil ocorrência desses eventos, de chuvas intensas em função dessas altas temperaturas”, finaliza Ana.
A prevenção dos riscos depende da conscientização e da preparação em cada região. Isso inclui desde o acompanhamento de alertas e avisos até medidas concretas de proteção contra inundações, raios e ventos fortes. A frequência crescente desses eventos intensos exige uma resposta proativa e coordenada.
Além disso, é crucial tomar medidas para proteger a saúde durante ondas de calor, especialmente para grupos vulneráveis como idosos e crianças. Isso inclui manter-se hidratado, evitar a exposição excessiva ao sol e limitar atividades ao ar livre durante os períodos mais quentes do dia.
Diante do aumento das temperaturas e dos eventos climáticos extremos, a adaptação e a prevenção devem ser prioridades absolutas, tanto em nível individual quanto coletivo.
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