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Inteligência Artificial na Educação: ameaça ou aliada?

Professor Julio Passos defende adaptação e uso consciente no podcast O Futuro em Pauta

 Publicado em  21/01/2026 às 09h00  Indaiatuba  Educação


Foto: Lucas Cardoso/ Mais Expressão

A Inteligência Artificial já faz parte da rotina das escolas, das salas de aula e da vida dos estudantes e também tem provocado inquietações entre professores. Foi a partir dessa pergunta que marcou o retorno do podcast O Futuro em Pauta, em sua segunda temporada, em 2026, apresentado pelas jornalistas Flávia Girardi e Gabi Domingues, exibido todas as quartas-feiras, às 19h30, no canal do YouTube do Grupo Mais Expressão, que o professor Julio Passos, referência nacional em Inteligência Artificial aplicada à educação, conduziu uma reflexão direta e necessária: afinal, a IA vai tirar empregos ou transformar a profissão docente?

Segundo Julio, o medo é compreensível, mas não deve paralisar. “Essa é a pergunta que mais recebo no WhatsApp: ‘vai acabar?’, ‘como vai ser?’. E a resposta é simples: a gente vai se adaptar”, afirma. Para ele, a tecnologia pode até transformar funções e eliminar alguns cargos, como já aconteceu em outras revoluções, mas substituir o ser humano é algo improvável. “Só o ser humano tem afeto, empatia. Isso nenhuma máquina consegue reproduzir.”

O professor compara o momento atual a grandes transformações da história, como a Revolução Industrial, a chegada do computador, da internet e até do livro. “Em todas essas fases, o ser humano se adaptou. Com a Inteligência Artificial não será diferente. Ela vem como aliada.”

Aprender fazendo: a IA como ferramenta cotidiana

Julio Passos defende que o principal passo é perder o medo e começar a usar. “Tecnologia é igual andar de bicicleta ou dirigir. A gente só aprende fazendo. Quando percebe, já está usando.” Para ele, a IA deixou de ser tendência e se tornou algo obrigatório no dia a dia profissional. “Não tem mais como fugir. Ela vai estar em tudo.”

Ele destaca que as crianças já nascem conectadas e são nativas digitais. “Elas já vivem isso naturalmente. Não tem como excluir a tecnologia da educação.” Diante desse cenário, o papel do professor passa a ser o de mediador, orientador e criador de experiências de aprendizagem mais significativas.

Benefícios na saúde e o cuidado com a dependência

O avanço acelerado da Inteligência Artificial também trouxe ganhos importantes fora da sala de aula, especialmente na área da saúde. Julio lembra que, desde 2022, a evolução tem sido impressionante. “Na medicina e na psicologia, a IA tem ajudado em diagnósticos muito mais precisos. Os benefícios são inquestionáveis.”

Por outro lado, ele alerta para um ponto sensível: a dependência excessiva. “Essas ferramentas facilitam tanto que, muitas vezes, deixam a gente mais preguiçoso. O desafio não é a tecnologia em si, mas como a gente se relaciona com ela.”

Cada ferramenta tem um “tom de voz”

Durante a entrevista, Julio explicou que diferentes plataformas de IA produzem conteúdos distintos, algo que ele chama de “tom de voz”. “É o estilo com o qual você se sente mais confortável de consumir conteúdo.” Por isso, sua orientação aos professores é clara: testar e escolher a ferramenta que mais combina com seu perfil. “Uma vai te agradar mais que a outra, na forma de escrever, de organizar ideias.”

Criatividade, vulnerabilidade e protagonismo dos alunos

Para os educadores que afirmam não ter criatividade ou dificuldade com tecnologia, Julio defende uma mudança de postura. “O primeiro passo é aceitar a mudança e baixar a guarda.” Ele cita o exemplo de uma professora que pediu ajuda para tornar uma aula de números decimais mais interessante. Ao se abrir para sugestões, mudou completamente a dinâmica da sala. “Os alunos viraram protagonistas, criando projetos na prática. A aula ficou barulhenta, mas fantástica.”

Mesmo com dificuldades tecnológicas, a professora passou a usar a Inteligência Artificial no planejamento das aulas. “Ela deixou o ego de lado e decidiu tentar. Esse é o caminho.”

Medo, resistência e o papel da formação

Julio reconhece que muitos professores ainda têm receio, desde o uso básico de equipamentos até o login em plataformas digitais. “Às vezes, o aluno do fundão ajuda o professor com doutorado a ligar o projetor. Parece brincadeira, mas acontece.” Segundo ele, seu trabalho é justamente mostrar que a tecnologia é mais simples e intuitiva do que parece. “As plataformas têm interfaces parecidas. Quando você aprende uma, acaba aprendendo as outras.”

Onde acompanhar o trabalho do professor Julio Passos

O professor Julio Passos mantém um canal no YouTube, considerado o maior do Brasil sobre Inteligência Artificial aplicada à educação, além de site e redes sociais onde compartilha conteúdos, formações e reflexões sobre o futuro da educação:

YouTube e redes: @profjuliopassos / @profjuliocesarpassos

Site: juliopassos.com

ASSISTA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

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  • Foto: Lucas Cardoso/ Mais Expressão


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