Publicado em 16/10/2026 às 11h30 Indaiatuba Especiais
Carmen Ajala em entrevista para o podcast Gente de Expressão
Foto: Mais Expressão
GABRIELE DOMINGUES
O trabalho desenvolvido
pelo Instituto Nanquin,
fundado e dirigido por
Carmen Ajala, promove inclusão
social, autonomia e acesso
à cultura. Em participação no
podcast Gente de Expressão,
Carmen compartilhou sua
trajetória e falou sobre a arte
como ferramenta de transformação
social.
A história do Instituto está
ligada à experiência pessoal
de Carmen, que transformou
momentos difíceis em motivação
para ajudar outras
pessoas. “Eu não tive uma
rede de apoio, eu não tive
ninguém para me ajudar”,
relatou sobre a violência
sofrida na infância. A partir
dessa vivência, decidiu acolher
pessoas em situações
semelhantes. “Eu preciso fazer
dessa minha história uma
história nova para os outros”.
A iniciativa começou com
uma oficina de costura para
mulheres em situação de
vulnerabilidade, incluindo
vítimas de violência e pessoas
com depressão. Com o
tempo, ampliou sua atuação,
incorporando a economia
criativa, a sustentabilidade e
a inclusão. O Instituto também
reaproveita tecidos descartados
por empresas para
produzir peças e figurinos.
Entre os projetos está o
Tear dos Saberes, que utiliza
a costura para incentivar a
autonomia das participantes.
“Ajudamos elas a se tornarem
independentes, aprender a
costurar para serem donas
das suas histórias, protagonistas
das suas histórias”,
destacou Carmen.
Outro destaque é o Gente
Arteira, que oferece atividades
de música, dança,
teatro e circo para crianças e
adolescentes em escolas. Em
Indaiatuba, o projeto atende
478 alunos. Segundo Carmen,
a iniciativa contribuiu
para reduzir a evasão escolar
e ampliar o envolvimento das famílias com a comunidade
escolar.
O Instituto também atua
em Jacareí e Guaratinguetá
e mantém parcerias em
outros estados. Somados,
os projetos alcançam aproximadamente
1.100 pessoas.
Para manter as atividades, a
instituição depende de projetos
incentivados, patrocínios
e parcerias.
Carmen ressalta que a
gestão é fundamental para
garantir a continuidade das
iniciativas culturais. “Muita
gente acaba nadando, nadando
e morrendo no meio
da praia, porque não sabe
fazer a gestão do seu trabalho”,
afirmou, destacando a
importância do planejamento
e da elaboração de projetos.
A instituição também busca
voluntários, doações e
apoio de empresas, além de
profissionais de costura e
materiais para desenvolver
suas atividades. Para Carmen,
a arte é um caminho para fortalecer
pessoas e criar oportunidades
de transformação.
Visite o Instituto Nanquin
na Rua Leopoldo Sombini,
91, Jardim São Francisco,
em Indaiatuba, ou entre
em contato pelo telefone
(19) 98121-6090. Confira
a entrevista completa no
podcast Gente de Expressão.
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