Publicado em 29/09/2023 às 16h00 Indaiatuba Saúde
Em comparação com as carnes bovina, suína, de frango e de peixe os insetos possuem altos teores de proteína
Foto: Divulgação
Flávia Girardi
Em agosto, o Mais Expressão trouxe na edição 1060 a matéria “Você comeria?”, que falava sobre pesquisadores da USP, que produziram farinha e óleo com larvas de moscas como alternativa nutritiva e sustentável à carne. Agora, o cientista Antonio Bisconsin Junior da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp defende o uso da farinha proteica de grilos – uma espécie de whey protein –, desenvolvida com tecnologias emergentes não térmicas, em parceria com o Instituto Leibniz para Tecnologia Agrícola e Bioeconomia (Alemanha) como forma de alimento humano.
A antropoentomofagia, que é o uso de insetos na alimentação humana, apesar de a prática parecer exótica aos olhos da população urbana já chegou às mesas de restaurantes premiados do Brasil e faz parte da cultura de diversas etnias dos povos originários brasileiros, assim como são comuns, por exemplo, na Tailândia, com seus espetinhos de grilo e no México, onde são vendidos a granel.
Os insetos já fazem parte do cardápio de quase 2 bilhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Os maiores obstáculos para inseri-los maciçamente na alimentação humana são culturais e psicológicos, segundo o pesquisador.
Saudável e sustentável
O pesquisador enumera os vários motivos para considerarmos os insetos uma alternativa alimentar para a população mundial, entre eles, à qualidade nutricional e a sustentabilidade. Em comparação com as carnes bovina, suína, de frango e de peixe, predominantes no cardápio da população ocidental, os insetos possuem altos teores de proteína. Além disso, o cientista defende que são alimentos com proteína de boa qualidade, com lipídios saudáveis e fibra insolúvel que pode ajudar no trato intestinal. Sem contar que todos têm aminoácidos de que necessitamos na dieta, ao contrário dos produtos de origem vegetal.
Para fornecer a mesma quantidade de proteína produzida pelas criações de animais convencionais, os insetos demandam menos alimento, menos água e menos espaço, além de produzirem uma quantidade muito menor de gases causadores do efeito estufa O impacto ambiental, portanto, é muito menor.
Graduado em Ciência dos Alimentos pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), Bisconsin fala que se interessou pelo tema depois da publicação de um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) em 2013, que causou forte impacto sobre o assunto mundialmente. O relatório apresentava o uso de insetos na alimentação humana como alternativa para auxiliar no combate à fome no planeta. O interesse despertado pelo documento deu origem a um congresso internacional e a uma revista científica especializada no tema.
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