Publicado em 23/10/2026 às 11h04 Indaiatuba Cidades
O novo centro elevará a capacidade para 75 cadeiras, com 480 pacientes e 6.240 sessões por mês
Foto: Divulgação
Pacientes de hemodiálise
em Indaiatuba, hoje
atendidos em turnos
que avançam pela madrugada
ou deslocados para
outras cidades, devem ter
a rotina modificada. A Prefeitura
iniciará a construção
do Centro de Referência em
Hemodiálise, com investimento
de R$ 9,8 milhões em
recursos próprios e prazo de
execução de 15 meses.
O município opera hoje 26
cadeiras, ampliadas emergencialmente
com a criação de um
quarto turno — lotado em
menos de 12 meses, com 205
pacientes em atendimento. O
novo centro elevará a capacidade
para 75 cadeiras, alta de
188%, com 480 pacientes e
6.240 sessões por mês.
Além das cadeiras e máquinas
novas, o centro terá
salas de nutrição, psicologia
e serviço social, consultórios,
brinquedoteca e ambiente exclusivo
para pacientes HIV+/
HBsAg+. O prédio contará
com sistema próprio de purificação
de água (STDAH). Ficará
na Rua Eurico Primo Venturine,
ao lado do CEEM e próximo ao
Haoc, mantido pela Fundação
Leonor de Barros Camargo,
parceira no projeto.
O QUE MUDA PARA
O PACIENTE
No país, a doença renal
crônica atinge mais de 20 milhões
de brasileiros, cerca de
10% da população, e mais de
170 mil dependem de diálise,
por dados da Sociedade Brasileira
de Nefrologia e do Censo
Brasileiro de Diálise 2024. O
serviço existe em Indaiatuba
desde 2014 e já passou por
uma ampliação: em 2020, a
cidade ganhou seis cadeiras,
passando de 20 para 26,
e o atendimento subiu de
120 para 156 pacientes, com
1.872 sessões mensais. A de-
manda, porém, não parou de
crescer: o quarto turno criado
para absorver a fila lotou em
menos de um ano, com 205
pacientes em tratamento.
Com três turnos, as sessões
deixam de avançar pela madrugada,
e a demanda municipal
passa a ser absorvida na
própria cidade. O tratamento
é feito, em média, três vezes
por semana, o que obriga o
paciente a conciliar trabalho,
estudos e família.
“Hoje, enquanto aguardam
uma vaga ambulatorial,
alguns pacientes permanecem
internados no
hospital por períodos prolongados.
Outros precisam
utilizar transporte para fazer
o tratamento em cidades da
região”, explica o secretário
de Saúde, Dr. Flávio Brito.
“Vamos eliminar o quarto
turno e ampliar a capacidade
para que nossos moradores
possam fazer o tratamento
aqui, com mais conforto e
dignidade”, disse o prefeito
Dr. Custódio Tavares.
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