Publicado em 30/10/2026 às 10h00 Indaiatuba Cidades
Precedendo a igreja matriz atual, Indaiatuba ganhou 1a capela em 1813
Foto: Eliandro Figueira - RIC-PMI
Ana Paula Kuntz
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O dia 9 de dezembro, aniversário de Indaiatuba, passa a ser feriado municipal a partir desse ano, graças à Lei sancionada pelo prefeito Dr. Custódio Tavares. Até agora, o único feriado municipal fixo era 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora da Candelária, padroeira da cidade. “O aniversário de Indaiatuba é uma data que representa a nossa história e a trajetória de uma cidade que cresceu sem perder suas raízes”, afirmou o prefeito. “Transformar o dia 9 de dezembro em feriado municipal é também uma forma de valorizar e preservar essa história para as novas gerações.”
A decisão veio na segunda tentativa: em setembro de 2025, o Executivo enviou à Câmara o Projeto de Lei em atendimento a pedido do vereador Alexandre Carlos Peres. Dez dias depois, a diretoria da ACIAI (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Indaiatuba) esteve no gabinete do prefeito para registrar posição “totalmente contra” ao feriado. Em 29 de outubro, um ofício da Prefeitura pediu a retirada do projeto, sob a justificativa de que a proposta passaria por novos estudos.
Em 2026, o caminho foi mais curto. O PL 165/2026 foi protocolado em 8 de setembro, em regime de urgência, recebeu pareceres favoráveis nas comissões de Finanças e de Justiça e foi aprovado por 11 votos a 0 nas sessões dos dias 14 e 21. Sancionado uma semana depois, já vale para este ano: o feriado estreia numa quarta-feira, quando a cidade completa 196 anos. A ACIAI, que resistiu à mudança em 2025, já incluiu a data na circular de feriados de 2027 enviada aos associados.
HISTÓRIA
Em 1830, quando Indaiatuba vivia de roças de milho e feijão, a região conhecida como Cocaes — por causa das palmeiras indaiá — era um arraial. A palavra traz um conceito simples: um povoado pequeno, um punhado de casas em volta de uma capela e de um pouso de tropas. Em 1813, Pedro Gonçalves Meira, tenente e proprietário rural ligado à Fazenda Pau Preto, doou imóveis para a instalação de uma capela curada e para a sua manutenção. Capela curada, vale dizer, era a que tinha um padre residente autorizado a celebrar sacramentos e a lavrar registros — e, no Brasil daquele tempo, registro de batismo, casamento e sepultamento tinha valor legal. E por isso Pedro é considerado o fundador da cidade.
Foi essa capela que permitiu o salto seguinte. Em 9 de dezembro de 1830, por decreto do imperador D. Pedro I — que abdicaria poucos meses depois, em favor do filho de 5 anos —, o povoado foi elevado a sede de freguesia, que era a unidade básica da administração no Brasil Império. O povoado ganhava prestígio e centralidade — mas não independência. Continuava pertencendo a Itu.
Indaiatuba só ganharia autonomia em 24 de março de 1859, quando subiu mais um degrau e se tornou Vila, elegendo sua primeira Câmara, que criava governo próprio, com vereadores e arrecadação.
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