Publicado em 04/11/2014 às 03h00 Brasil Saúde
“Você não parece a idade que têm”. O que pode ser um elogio (quando parece menos) ou xingamento (quando parece mais) acontece, e muito. Dr Fábio Cardoso especialista em medicina preventiva e longevidade nos ensina que é muito comum as idades cronológica (aquela que leva em conta a tua data de nascimento) e biológica (a do organismo como um todo) não baterem.
A relação entre os aspectos cronológicos, biológicos, psicológicos e culturais é fundamental na categorização de um indivíduo como velho, ou não. A pessoa mais velha, na maioria das vezes, é definida como idosa quando chega aos 60 anos, independentemente de seu estado biológico, psicológico e social. Entretanto, o conceito de idade é multidimensional e não é uma boa medida do desenvolvimento humano. A idade e o processo de envelhecimento possuem outras dimensões e significados que extrapolam as dimensões da idade cronológica.
Em todo o mundo, o número de pessoas com 60 anos ou mais está crescendo mais rapidamente do que o de qualquer outra faixa etária, essa população de idosos cresceu 7,3 milhões entre 1980 e 2000, totalizando mais de 14,5 milhões em 2000. O Brasil, até 2025, será o sexto país em número de idosos (World Health Organization - WHO, 2005).
Números que assustam, se pensarmos numa população doente e dependente se formos pensar num processo de envelhecimento com doenças e disfuncional (chamamos de SENILIDADE), ou não, se pensarmos num processo de envelhecimento mais saudável, com menos doença e mais bem estar (chamamos de SENESCÊNCIA). 2 caminhos, que envolvem variações individuais, tanto que como já falamos para muita gente as idades (cronológica e biológica) não “batem”...
Queremos longevidade, mas parecendo ser mais jovem, sendo ativos independentes e funcionais. E o que é longevidade? Dr Fábio explica que ela pode ser definida como o desejo do ser humano de prolongar a vida, retardar ou controlar o envelhecimento. Queremos ser longevos, mas sem sofrer por causa disto.
Mas porquê isto ocorre? É algo que herdamos em nossa carga genética? É algo que fazemos (hábitos de vida)? Pra explicar a equação inteira, temos de tudo um pouco: genética, estilo de vida, relacionamentos, estresse.
E ainda que muitos dos fatores que determinam a nossa esperança de vida venham determinados pelo nosso próprio material genético (história de doenças, história família) existem muitos outros fatores que sim, podemos controlar, e que devemos conhecer para melhorar a nossa idade biológica.
Sendo assim, aqui vai uma constatação: o mais barato teste genético – e muito bom e confiável - para avaliar riscos para desenvolver doenças futuras pode ser aquele almoço de domingo que junta a família toda. Se você conversar sobre as histórias dos teus parentes, pode descobrir o que deve evitar. Porquê o que descobrires não será uma sentença (só se repetires as escolhas de vida dos teus familiares). Será sim um aviso: do que podes mudar para ou evitar a doença, ou minimizá-la ao máximo, reduzindo as consequências dela na tua vida e teu corpo. Isto sim é medicina preventiva.
Uns envelhecem mais rápido e outros mais lentamente, dependendo da hereditariedade e do meio em que vivem. E quando falamos em doenças, podemos chegar à conclusão que a verdadeira idade de uma pessoa não é medida em números de anos transcorridos desde o nascimento (idade cronológica) e sim de uma idade interna. Desta forma tais doenças e também a saúde dependem mais da idade biológica do que da cronológica.
A idade biológica está relacionada com o corpo e sua vulnerabilidade mediante a sinais críticos e seus processos celulares.
A sobrevida máxima que um indivíduo pode ter é de aproximadamente 120 anos (hipoteticamente), que é o tempo que o fenômeno natural do crescimento, maturidade e do envelhecimento levam para se desenvolverem, isso se o meio em que vive for adequado. Caso isso não aconteça à duração cronológica é reduzida.
Com o passar de cada ano a idade fisiológica necessariamente não aumenta um ano, ela pode acrescentar muito mais que isso, pois o tempo biológico é diferente do tempo físico. Para alguns estudiosos o envelhecimento não é meramente o efeito acumulativo de doenças crônicas individuais e sim uma síndrome de identidade bioquímica e fisiológica, portanto passível de ser quantificada.
Esta quantificação em forma de idade biológica não deve se concentrar apenas nas pessoas idosas, ela deve fazer parte de um procedimento habitual clínico e deve ser acompanhado desde os primeiros anos de vida, para que possamos ter tempo físico de agir preventivamente e assim melhorarmos a qualidade de vida enquanto envelhecemos. Você deve se conhecer para poder prevenir.
É importante o conhecimento do poder que cada um de nós tem em modular nossa expressão genética e otimizar nossas funções orgânicas, com isso retardar o máximo o envelhecimento que nada mais é, que a perda progressiva de reserva funcional associada a maior incidência de processos patológicos.
Pequenos cuidados, feitos por anos seguidos, têm um poder de piorar ou melhorar a tua idade biológica.
Dr. Fábio coloca abaixo um programa de vida para atingirmos a longevidade com vitalidade positiva focaria:
Acha que é pouco? Ainda prefere esperar por alguma “pílula mágica” ou alguma solução única? Desculpa te contrariar, mas o que é simples é o que realmente funciona. Quer ver? Ok. Segundo epidemiologistas da University of Cambridge, em um excelente estudo publicado no site PLos Medicine, o que parece simples é sim milagroso. Não um somente, mas todos ao mesmo tempo. Juntos.
Já vou falar os hábitos direto ( já estou contando o santo – 4 santos no caso) para você conseguir o “milagre”:
1- não beber, ou no máximo beber pouco bebidas alcoólicas;
2- se exercitar diariamente;
3- comer 5 porções de frutas e vegetais;
4- não fumar.
Os pesquisadores britânicos criaram um sistema para pontuar seus hábitos de vida. Quanto mais saudável o hábito, mais pontos ele recebia.
Depois eles acompanharam 2.600 pessoas, com idade acima dos 55 anos avaliando as taxas de mortalidade por 11 anos. E bingo! Quanto mais presente estes hábitos, menor a mortalidade.
O gráfico abaixo demonstra que quanto mais dos 4 hábitos você faz, progressivamente tua expectativa de vida aumenta! 4 HÁBITOS QUE PROLONGARIAM A TUA VIDA EM 14 ANOS, com qualidade.
Galeria de mídia desta notícia
Não há fotos e vídeos disponíveis.
Como lidar com as mudanças iniciais diante do diagnóstico de câncer?
Reposição hormonal na menopausa abre debate sobre uso indiscriminado de testosterona
Prefeitura de Indaiatuba lança plataforma Minha Hipertensão em Summit Regional de Saúde
Maio Amarelo reforça a importância do diagnóstico médico precoce nas alopecias
Quimioterapia: cuidado e segurança no descarte correto do medicamento
HAOC abre Semana da Enfermagem com homenagens e três premiações
Tontura não é só mal-estar: sintoma comum pode esconder mais de 40 doenças
Conheça o Guia Expressão e crie sua página na Internet. Baixo investimento e alto poder de conversão.
Clique aqui e solicite!
O Troféu Frutos de Indaiá tem o significado de sucesso e vitória. Uma premiação pelo esforço contínuo e coletivo em direção à excelência.
Confira como foi o Frutos de Indaiá 2022.