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Hoje é o dia oficial de brincar de mentir

Há mais de 400 anos as pessoas usam o 1º de abril para pregar peças umas nas outras; algumas ficaram célebres

 Publicado em  01/04/2022 às 13h18  Indaiatuba  Cultura e lazer


Hellica Miranda

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Ninguém sabe ao certo quando começou a brincadeira que elegeu o dia de hoje, 1º de abril, como dia oficial da mentira, mas as pegadinhas já têm mais de 400 anos. Na maioria das vezes, as peças que as pessoas pregam umas nas outras são inofensivas. Há casos, no entanto, que ficaram célebres do ponto de vista negativo.

A versão mais famosa para a origem da data surgiu na França, no ano de 1564, quando o rei Carlos IX adotou oficialmente o calendário gregoriano — o mesmo que é usado hoje. Antes de ele mudar para 1º de janeiro, o ano começava em 25 de março, início da primavera, e as celebrações do ano novo iam até o dia 1º de abril.

A determinação não agradou a todos e alguns decidiram continuar seguindo o calendário antigo, virando chacota por parte dos outros cidadãos, que lhes enviavam convites para festas inexistentes e pregavam peças no dia 1º de abril.

O que marcou o início das brincadeiras de 1º de abril no Brasil foi a notícia de estreia do periódico “A Mentira” em 1828, que anunciava a falsa morte do imperador Dom Pedro I.

Em 1849, 21 anos depois de sua polêmica estreia, a publicação foi descontinuada, mas não sem uma última pegadinha: seus credores foram convocados para um acerto de contas no dia 1º de abril, mas o local era um endereço inexistente.

Célebres negativas

Ao longo dos anos, diversas pegadinhas ficaram famosas, algumas negativamente, como em 1999, quando o Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, lançou uma edição com capa falsa. O jornal celebrava a vitória de Fernanda Montenegro no Oscar, além de alta oferta de empregos para os brasileiros e outras “mentirinhas do bem” que seduziram — e iludiram — os leitores, mas que os irritaram depois.

Antes, a Revista Veja caiu em uma peça pregada pela revista britânica New Scientist e reproduziu a notícia sobre a criação de tomates a partir da fusão de células de tomateiro e células de boi, o chamado “boimate”.

Estudante ‘matou’ os pais para a professora aos 11 anos

“Quando eu tinha 11 anos, contei para a minha professora de filosofia que meus pais tinham morrido num acidente de carro”, relata o estudante Leonardo Prado, hoje com 21. “Não faria uma brincadeira do tipo hoje. Fiz porque naquela época eu não tinha nenhuma noção. E agora sou bem ruim com essas coisas. Nem se eu tentasse uma pegadinha de primeiro de abril daria certo”, conclui.

Já Hellen, de 31 anos, que omite o sobrenome por se envergonhar, conta de quando quase fez a tia viajar de Indaiatuba a São Paulo por uma pegadinha: “Eu tinha 9 anos e minha mãe estava grávida. Aproveitei o 1º de abril para ligar para a minha tia, que morava em Indaiatuba, e dizer que minha mãe tinha ido ganhar minha irmã de surpresa, de emergência, e que eu estava sozinha em casa, morrendo de medo. Minha tia já estava indo desesperada pegar a estrada, quando vi que a coisa estava séria e decidi contar que era pegadinha”. Sobre o episódio, a tia comenta: “Foi tenso, quase infartei. Nunca vou esquecer!”

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