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Guarda Civil de Indaiatuba leva prevenção e cidadania para escolas

Murillo Ferreira destaca projetos contra drogas e bullying que aproximam os estudantes

 Publicado em  29/06/2026 às 10h59  atualizado em 29/06/2026 às 11h03 - Indaiatuba  Polícia


Jiu-Jitsu é também usado como ferramenta de inclusão social

Jiu-Jitsu é também usado como ferramenta de inclusão social
Foto: LUCAS VEIGA

Por: Gabriele Domingues
A segurança pública tem assumido um papel cada vez mais amplo na sociedade, atuando não apenas no combate à criminalidade, mas também na prevenção e na formação de cidadãos mais conscientes. Em Indaiatuba, a Guarda Civil Municipal desenvolve projetos voltados ao ambiente escolar com o objetivo de aproximar os jovens das forças de segurança e promover debates sobre temas que impactam diretamente a vida de crianças e adolescentes. Durante participação no podcast O Futuro em Pauta, Murillo Ferreira apresentou iniciativas que vêm sendo realizadas nas escolas da cidade e explicou como esse trabalho tem gerado resultados positivos.
Segundo ele, a atuação preventiva é uma das estratégias mais importantes para evitar que pequenos problemas se transformem em situações mais graves no futuro. “Antes de nós termos que combater isso, se tornar um problemão, a gente tem que agir na prevenção”, afirmou. O projeto GCI na Escola leva agentes da Guarda Civil para conversar com estudantes sobre bullying, cyberbullying, drogas, respeito aos pais, respeito aos professores e cidadania.
De acordo com Murillo, um dos desafios iniciais foi mudar a percepção que muitos alunos tinham sobre as forças de segurança. “A primeira vez que eu entrei no Antônio de Pádua, os alunos me olharam meio torto”, recordou. Segundo ele, os estudantes costumavam associar a polícia apenas à repressão, mas com o desenvolvimento do trabalho, porém, a relação mudou. “Agora a visão é participativa. Eles me veem como participante daquela comunidade.”
Para o guarda civil, essa aproximação é essencial para fortalecer os laços entre a população e as instituições públicas. “A gente tem que criar ponte para ir quebrando realmente esses obstáculos que nós tínhamos”, afirmou.
O contato constante com os estudantes também permite identificar situações que muitas vezes passam despercebidas dentro do ambiente escolar. Após as aulas, diversos alunos procuram os agentes para compartilhar problemas pessoais e familiares os relatos incluem situações delicadas envolvendo violência doméstica, dependência química e conflitos familiares. 
Além da orientação sobre segurança, o projeto busca trabalhar conceitos relacionados à cidadania e responsabilidade social. Para Murillo, é importante que os jovens compreendam que viver em sociedade exige equilíbrio entre direitos e deveres. “Cidadão, basicamente, tem acesso aos seus direitos através de cumprir os seus deveres. Para viver em sociedade existem regras”. 
O bullying também recebe atenção especial durante os encontros. Segundo ele, muitos adolescentes não percebem o impacto que determinadas atitudes podem causar na vida de outras pessoas e que as consequências podem ser profundas e duradouras. “O final do bullying sempre é caótico. Aquela criança, aquele adolescente que está sofrendo, em algum momento ele não vai aguentar mais.”
Outro tema recorrente é a prevenção ao uso de drogas. Durante as aulas, os estudantes recebem informações sobre os efeitos que determinadas substâncias podem causar durante a fase de desenvolvimento. “Entre 12 e 25 anos de idade é quando o cérebro está amadurecendo”, explicou. Segundo ele, o consumo frequente pode gerar prejuízos permanentes.
Murillo também destacou a importância da autoestima e da confiança para o desenvolvimento dos jovens. “Um adulto inseguro é extremamente horrível”, afirmou. “Ele não consegue ir atrás de um trabalho, não consegue ir atrás nem da pessoa que ama, porque acha que todo mundo está julgando ele.”
Além das ações educativas, a Guarda Civil participa do projeto Jiu-Jitsu na Escola, que utiliza o esporte como ferramenta de inclusão e transformação social. Para Murillo, a modalidade ensina valores importantes para a convivência em sociedade. “O jiu-jitsu deixa você extremamente gentil.” Segundo ele, a prática exige respeito ao próximo e disciplina constante. “Quando você oferece seu corpo para lutar com outra pessoa, é de um respeito mútuo.”
 Os resultados têm sido positivos. “Nós temos 90% de presença. A molecada não falta”, destacou. O vínculo criado entre os alunos e os profissionais da Guarda Civil demonstra a aceitação do projeto. 
Ao falar sobre a realidade da segurança pública em Indaiatuba, Murillo ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pela corporação. “A Guarda Civil atende mais de 80% das ocorrências.” Ele também lembrou que o município foi reconhecido recentemente como a cidade mais segura do país entre aquelas com mais de 200 mil habitantes. “Recentemente, a gente recebeu o prêmio de cidade mais segura acima de 200 mil habitantes. E é resultado do trabalho da Guarda Civil.”
Para ele, investir em prevenção, educação e proximidade com a comunidade é uma das formas mais eficazes de construir uma cidade melhor. Ao atuar dentro das escolas, a Guarda Civil busca contribui para a formação de cidadãos mais conscientes, fortalecendo valores que podem fazer a diferença não apenas na juventude, mas para toda a vida.

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  • Jiu-Jitsu é também usado como ferramenta de inclusão social

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    Foto: LUCAS VEIGA

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