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Greve dos Correios paralisa distribuição após ocupação de centro logístico em Indaiatuba

Trabalhadores bloquearam entrada e saída de cargas nesta quarta-feira (16); movimento afeta entregas previstas para cidades da região

 Publicado em  16/09/2026 às 15h22  Indaiatuba  Cidades


Manifestants bloqueiam o Centro Logístico de Distribuição

Manifestants bloqueiam o Centro Logístico de Distribuição
Foto: Reprodução

A greve dos Correios ganhou impacto direto em Indaiatuba nesta quarta-feira (16), após trabalhadores em paralisação ocuparem, durante a madrugada, o Centro Logístico de Distribuição da empresa no município. A mobilização bloqueou a entrada e a saída de cargas e interrompeu a movimentação de encomendas previstas para cidades atendidas pela unidade.

A ocupação faz parte da greve nacional dos trabalhadores dos Correios, iniciada em 10 de setembro e ainda sem previsão de encerramento. Segundo as entidades sindicais, a categoria decidiu pela paralisação após rejeitar a proposta apresentada pela empresa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.

Entre as reivindicações estão questões relacionadas ao reajuste salarial e ao plano de saúde dos empregados. Os sindicatos também apontam mudanças e cortes em benefícios, incluindo adicionais e gratificações. A categoria defende a retomada das negociações antes do julgamento do dissídio coletivo.

Com a ocupação da unidade de Indaiatuba, as cargas que seriam processadas e distribuídas nesta quarta-feira ficaram paralisadas, segundo informações do sindicato. O reflexo atinge não apenas o município, mas também outras cidades da região que dependem da estrutura logística instalada na cidade.

Os Correios afirmam que adotaram medidas para reduzir os impactos da paralisação. Entre as ações anunciadas estão o remanejamento de cargas para outras unidades operacionais, a mobilização de empregados administrativos para atividades operacionais, a transferência de veículos e a realização de mutirões de entrega. A estatal informou ainda que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente.

A empresa também acionou o Plano de Continuidade de Negócios, estratégia utilizada para preservar a operação durante a paralisação. Apesar das medidas, a própria situação registrada em Indaiatuba mostra que o movimento pode provocar atrasos no fluxo de encomendas, especialmente nos objetos que dependem do processamento no centro logístico ocupado.

A paralisação ocorre enquanto o caso é analisado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em decisão liminar, o tribunal determinou que 80% do efetivo dos Correios seja mantido em atividade em cada unidade, incluindo setores de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas de suporte necessárias à operação.

O julgamento do dissídio coletivo está marcado para a próxima segunda-feira (21), às 13h30. Até a sessão, ainda existe a possibilidade de um acordo entre a empresa e os representantes dos trabalhadores. Enquanto isso, a greve permanece por tempo indeterminado.

Para quem aguarda encomendas, a orientação é acompanhar a situação pelo código de rastreamento e pelos canais oficiais dos Correios. A empresa disponibiliza os telefones 4003-8210 e 0800 881-8210, além dos canais digitais de atendimento.

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    Foto: Reprodução

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