Publicado em 21/01/2019 às 09h42 Internacional Mundo
Agência Brasil*
O ex-presidente do conselho da Nissan, Carlos Ghosn, afirmou que está disposto a aceitar toda e qualquer condições para obter libertação sob fiança.
A declaração foi divulgada ontem (20), por meio de um porta-voz da família, dois dias depois de seus advogados terem apresentado um segundo pedido de libertação sob fiança à Corte do distrito de Tóquio. O executivo está detido há mais de 60 dias por suspeita de irregularidades financeiras.
Ghosn anunciou que vai morar residir no Japão e respeitar todas e quaisquer condições de libertação sob fiança que a corte julgar necessárias. Reafirmou que não é culpado das acusações que pesam contra ele e disse que aguarda a oportunidade de se defender nos tribunais.
O porta-voz declarou que a família de Ghosn já alugou uma propriedade no Japão, em preparação para sua libertação.
A imprensa americana informou que Ghosn está disposto a usar um aparelho de rastreamento e deixar suas ações da Nissan como pagamento de fiança.
Nissan
O presidente da Nissan Motor, Hiroto Saikawa, disse, em em trevista hoje (21), não ter tido conhecimento de que o governo da França estaria na expectativa de haver uma integração entre a empresa e a Renault.
Segundo notícias veiculadas anteriormente, autoridades francesas comunicaram ao governo japonês a intenção de integrar as duas empresas. O governo da França é o maior acionista da Renault e a fabricante francesa tem grande participação acionária na Nissan.
É bastante improvável que uma proposta de integração seja bem recebida pela fabricante de veículos japonesa. Alguns executivos da Nissan vêm reivindicando maior independência para a empresa, por meio de uma alteração dos termos da parceria com a Renault.
O presidente da Nissan, no entanto, afirmou que as coisas ainda não chegaram ao estágio no qual as duas firmas seriam capazes de dialogar para modificar a sua participação acionária mútua. Hiroto Saikawa declarou: "Para que as diretorias das duas empresas possam levar adiante as discussões, a Renault precisará recompor a sua liderança. Haverá um passo na direção certa quando ambas puderem dialogar em base igualitária."
A Renault mantém Carlos Ghosn na função de presidente do conselho de administração e CEO. O executivo está preso, à espera de julgamento, sob acusação de ter tido má conduta financeira quando era presidente do conselho da Nissan. Ele foi demitido da função logo depois de ser preso em novembro.
Recentemente, o governo da França declarou que Ghosn deverá ser substituído na presidência da Renault, diante da possibilidade de ser mantido preso por muito mais tempo no Japão. A fabricante francesa vai definir sua nova estratégia de gestão em reunião de diretoria a se realizar em breve.
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