Publicado em 16/09/2026 às 09h56 Sumaré Cidades
Entre as orientações estão fazer a limpeza com roupas compridas e solução de hipoclorito de sódio (água sanitária)
Foto: Divulgação - Prefeitura de Sumaré
Cerca de 100 famílias de Sumaré puderam voltar para casa no domingo (13), depois que o nível do Ribeirão Quilombo baixou, e desde então contabilizam os prejuízos deixados pelos alagamentos dos dias anteriores. Entre a limpeza das residências e o descarte de móveis e eletrodomésticos estragados pela água, os moradores também passaram a receber orientações sobre o risco de leptospirose.
Segundo a Defesa Civil da prefeitura, o município acumulou 144 milímetros de chuva em 48 horas, entre quinta-feira e sábado. O transbordamento do Ribeirão Quilombo alagou 18 pontos de bairros como Vila Diva, Três Pontes, jardins Primavera, São Domingos, Manchester, Dulce, Picerno e Jatobá, além da Rua Crenac, no Jardim Basilicata.
Durante o período de alerta, a maior parte das famílias ficou na casa de parentes, mas 15 precisaram ser acolhidas no CIE (Centro de Iniciação ao Esporte) Bordon. O município manteve o monitoramento e o atendimento emergencial, incluindo os animais de estimação.
Na Vila Diva, na Região do Matão, a moradora Audry Cabral voltou para casa no domingo e encontrou móveis e eletrodomésticos destruídos. Ela, que mora no imóvel desde que nasceu, registrou em vídeo a situação da residência e descreveu, na sexta-feira (11), à TV Todo Dia: "tudo revirado, tudo fora do lugar, tudo perdido".
Com o retorno das famílias, a Secretaria de Saúde ampliou o trabalho de prevenção. Na segunda-feira (14), equipes das Vigilâncias Sanitária, Epidemiológica e de Zoonoses percorreram a Vila Diva, Três Pontes, Primavera, São Domingos e a região da Rua Crenac para orientar sobre prevenção, sintomas e limpeza segura das casas, além de oferecer apoio às famílias.
A leptospirose é causada pela bactéria Leptospira, transmitida principalmente pela urina de ratos infectados. A contaminação ocorre pelo contato da água ou da lama de enchentes com ferimentos na pele — ou mesmo com a pele íntegra durante exposição prolongada.
Os sintomas costumam aparecer entre cinco e 14 dias após o contato, podendo surgir em até 30 dias. Entre os principais sinais estão febre, dor de cabeça, dor no corpo — especialmente nas pernas —, vômitos, diarreia e pele ou olhos amarelados. A doença pode evoluir para quadros graves.
A orientação da prefeitura é fazer a limpeza com roupas compridas e solução de hipoclorito de sódio (água sanitária), descartar alimentos que tiveram contato com a água ou a lama e evitar atravessar áreas alagadas, a pé ou de veículo, buscando locais seguros sempre que o nível de rios e córregos subir.
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