Publicado em 27/08/2012 às 11h18 Brasil Saúde
Você tem acima de 50 anos? Já passou da menopausa? Está com dúvidas sobre o surgimento de pólipo endometrial, miomas ou câncer endométrio? A melhor maneira para acabar de vez com essas questões é marcar uma consulta com o seu ginecologista para a realização do exame de histeroscopia.
A histeroscopia é a chave para detectar doenças que normalmente desenvolve nas mulheres depois da menopausa em torno dos 50 anos. Cerca de 10 a 24% das mulheres podem sofrer de lesões precursoras do câncer endométrico. Já os miomas responsáveis por provocar hemorragias atingem 25 % das mulheres ainda em idade fértil. “Na pesquisa das causas de infertilidade e abortamento, a histeroscopia é um dos principais exames. Pois, as condições perfeitas do interior do útero determina uma boa evolução da gravidez inicial”, afirma o Ginecologista Joji Ueno, doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP e Responsável pelo Setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês.
Esse exame permite a visualização da cavidade uterina por meio da endoscopia, além de, observar o canal cervical e a vagina. Ele pode ser feito em ambulatório, sem o uso de anestesia e sem internação.
De acordo com o Ginecologista, o exame proporciona um diagnóstico mais precoce e eficaz sobre o desenvolvimento de algumas patologias uterinas.
“A Histeroscopia acontece por meio de uma fina óptica que é introduzida no canal uterino, que leva luz ao seu interior, bem como soro fisiológico. Nessa fina óptica acopla-se uma microcâmera que leva a imagem até um monitor de TV, permitindo assim a visualização do canal cervical e as patologias existentes neste local com excelente nitidez”, explicou.
O exame permite o médico acompanhar a evolução clínica das pacientes portadoras de hiperplasias endometriais, sob tratamento hormonal e pós-menopausa, são patologias que exigem um cuidado e uma ampla investigação.
Além disso, também é indicado para identificação e localização de restos ovulares após abortamentos e acompanhamento da doença trofoblástica gestacional.
Como é feito o exame?
O exame deve ser marcado com o ginecologista entre o 8º e o 15º dia do ciclo menstrual, tendo a duração aproximada de 20 minutos e pode ser um pouco doloroso.
A paciente deve estar em posição ginecológica e não pode estar menstruada.O procedimento ocorre com a introdução do histeroscópio pela vagina que chega até a cavidade endometrial, provocando algum desconforto no abdómem como se estivesse menstruada. Em alguns casos, o médico pode ter que recorrer a medicamentos, anestesia local ou geral.
Após o histeroscópio entrar na vagina com uma câmera acoplada, ele transmitirá imagens até um monitor de TV, até mesmo a paciente poderá acompanhar o seu exame em tempo real. Em seguida ela poderá retornar às suas atividades cotidianas, sempre seguindo as orientações de seu médico.
A histeroscopia diagnóstica pode ser realizada sem anestesia, é rápida e, em muitos casos, quando há pequenos pólipos, a retirada da lesão pode ser feita no mesmo ato, sem necessidade de internação.
Quando eu posso fazer?
O ginecologista irá solicitar o exame quando a mulher apresentar algum sintoma em que o problema possa estar dentro do útero. A finalidade deste exame é completar as investigações sobre o surgimento de uma doença, como um sangramento anormal logo após a menopausa, espessamento endometrial ou, com intuito de cirurgia para a retirada de mioma ou DIUS (Dispositivos intra-uterinos).
Existem inúmeras situações em que esse exame possa ser solicitado, pois a histeroscopia também pode auxiliar no tratamento e no estudo de casos de infertilidade, abortos ou pacientes no climatério, que poderão ser submetidas à reposição hormonal, para excluir qualquer patologia endometrial.
A primeira fase do ciclo menstrual é propícia para realização desse exame, pois permite uma visualização apurada do canal cervical. O endométrico se apresenta mais fino e plano nesse período proporcionando uma imagem com maior qualidade. Além disso, esse estágio é fundamental para a entrada do aparelho pelo orifício interno do colo que está um pouco maior, facilitando a passagem.
Em outros estudos, como o caso da infertilidade o ideal é fazer a histeroscopia após o 15° dia de menstruação.
O exame pode ser feito em qualquer época por mulheres que estão na pós-menopausa.
Fonte- Ginecologista Joji Ueno, doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP e Diretor da Clínica Gera.
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