Publicado em 13/04/2026 às 12h35 atualizado em 13/04/2026 às 12h37 - Brasil Saúde
Foto: divulgação
Uma pesquisa recente envolvendo 1.325 calouros universitários revelou que 492 estudantes apresentaram reações adversas a 847 potenciais alérgenos alimentares, evidenciando a relevância crescente das alergias no ambiente acadêmico. Entre os alérgenos mais frequentes, destacam-se nozes (30,5%), amendoim (24,3%) e trigo (10,7%), corroborando dados internacionais sobre os alimentos de maior risco em jovens adultos.
O levantamento apontou ainda que 53 episódios ocorreram dentro das cantinas universitárias, com sintomas que variaram de vômitos e urticária até dificuldade para respirar e coceira na garganta. Os gatilhos mais comuns nesses ambientes foram nozes (23,1%), amendoim (11,5%) e leite (15,4%), indicando que, mesmo com protocolos de segurança e sinalização de alérgenos, esses alimentos continuam a representar risco elevado.Um dado preocupante é que 14 estudantes, cerca de 26% dos que sofreram crises graves, precisaram utilizar epinefrina. Destes, 10 usaram autoinjetores pessoais, enquanto quatro recorreram ao estoque da universidade, ressaltando a importância vital de manter medicamentos de emergência acessíveis em locais públicos e educacionais.A pneumologista Dra. Ana Flavia Bernardes comenta que essas estatísticas mostram que as alergias alimentares não são apenas desconfortos leves; podem evoluir rapidamente para situações de risco de vida. A presença de estoques de epinefrina nas cantinas, aliada ao treinamento de funcionários para reconhecer sinais de anafilaxia, é essencial para salvar vidas.
Segundo a especialista, a prevenção também passa por educação e conscientização. “É fundamental que estudantes, familiares e equipe das universidades estejam informados sobre os principais alérgenos, saibam identificar sintomas iniciais e entendam como agir imediatamente. Isso inclui conhecimento sobre o uso correto do autoinjetor e sobre protocolos institucionais em emergências”, explica.O estudo reforça que, apesar das medidas recentes implementadas nas cantinas para lidar com alergias, alimentos como nozes e amendoim ainda exigem atenção máxima. Para a Dra. Ana Flavia, a combinação de educação, sinalização adequada, estoque de epinefrina e protocolos claros é a melhor estratégia para reduzir riscos e garantir que o ambiente universitário seja seguro para todos os alunos.
Esses dados destacam a necessidade de políticas mais amplas de prevenção e preparo nas universidades, evidenciando que alergias alimentares não podem ser subestimadas e que intervenções rápidas e bem estruturadas podem literalmente salvar vidas.
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