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Estudo aponta relação entre saúde financeira e bem-estar emocional

Insegurança ligada ao dinheiro afeta o humor; falta de planejamento amplia o problema

 Publicado em  06/02/2026 às 11h10  Brasil  Variedades


49% dizem querer alcançar a independência financeira em 2026

49% dizem querer alcançar a independência financeira em 2026
Foto: Divulgação

Ansiedade, estresse e a sensação constante de insegurança fazem parte da rotina de muitos moradores de Indaiatuba quando o assunto é dinheiro. A dificuldade de planejar o futuro, somada à ausência de reservas financeiras, tem ampliado o sentimento de incerteza e a sobrecarga emocional, refletindo diretamente na qualidade de vida da população.
Esse cenário ajuda a explicar por que a relação com o dinheiro vem sendo cada vez mais associada à saúde mental. Mais do que renda ou patrimônio, a forma como as pessoas lidam com as próprias finanças influencia a sensação de controle sobre a vida, um fator considerado central para o bem-estar emocional.
Os dados aparecem no Raio-X da Saúde Financeira 2025, estudo realizado pela plataforma SuperRico com 3.122 brasileiros, que analisou a conexão entre planejamento financeiro e equilíbrio emocional. O levantamento mostra que, embora 60% dos entrevistados tenham como principal objetivo alcançar a independência financeira, grande parte ainda convive com insegurança e falta de estrutura para transformar esse desejo em realidade.
Segundo o estudo, 54% dos participantes não possuem qualquer valor poupado para seus objetivos financeiros, enquanto 47% não têm reserva para a aposentadoria. Na prática, isso significa viver sem margem para imprevistos um fator que contribui diretamente para o aumento da ansiedade e da preocupação com o futuro. Entre os endividados críticos, a situação é ainda mais grave: 83% afirmam não conseguir poupar nada.
A pressão emocional provocada pela instabilidade financeira também aparece no indicador de Felicidade Financeira, medido em uma escala de 1 a 10. A média geral foi de 5,2, mas entre os endividados críticos o índice cai para 2,6, evidenciando o impacto direto das finanças desorganizadas no dia a dia emocional.
Para o planejador financeiro Carlos Castro, os números reforçam que discutir saúde mental passa, inevitavelmente, por falar de dinheiro. “Quando a vida financeira está desorganizada, a mente dificilmente fica tranquila. A falta de planejamento gera ansiedade, sensação de impotência e medo do amanhã. Cuidar do dinheiro é também uma forma de cuidar da saúde mental”, afirma.
Mesmo diante das dificuldades, o estudo aponta um dado considerado positivo: o desejo pelo equilíbrio financeiro. Até entre os endividados, 49% dizem que alcançar a independência financeira é uma prioridade, mostrando que a busca vai além do ganho material e está ligada à segurança emocional e à qualidade de vida.
Segundo Castro, o planejamento financeiro funciona como um importante fator de alívio emocional. “Ter clareza sobre a própria realidade financeira reduz o estresse porque devolve previsibilidade. Não se trata de enriquecer rapidamente, mas de construir um caminho possível, que traga mais tranquilidade e equilíbrio”, destaca.
 

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