Publicado em 10/02/2026 às 14h25 Indaiatuba Comportamento
Foto: Lucas Cardoso/ Mais Expressão
A filósofa, hipnoterapeuta e mentora de mulheres Ines Martins foi a convidada do podcast O Futuro em Pauta, exibido às quartas-feiras, às 19h30, no canal do Jornal Mais Expressão no YouTube, com apresentação de Flávia Girardi e Gabi Domingues. Durante a entrevista, a especialista abordou como traumas emocionais podem atravessar gerações e defendeu a terapia como caminho para interromper padrões familiares repetitivos.
Ao comentar comportamentos que se perpetuam dentro das famílias, Ines destacou que a repetição não é inevitável. “Existe uma forma de quebrar isso. Eu sou a prova viva de que isso é possível”, afirmou. Segundo ela, a mudança começa quando o indivíduo reconhece as próprias feridas emocionais e decide tratá-las.
Ines compartilhou parte de sua história pessoal, marcada por um ambiente familiar disfuncional. “O meu pai bateu muito na gente. Ele também apanhou do pai dele. Era algo cultural, visto como educativo naquela época”, relatou. Apesar disso, ela explicou que fez escolhas diferentes ao se tornar mãe. “Eu não bati nos meus filhos, porque aquilo não era uma coisa legal”, disse.
Para a especialista, os comportamentos aprendidos na infância tendem a seguir dois caminhos. “De pai e mãe, ou a gente repete ou a gente repele”, explicou. No entanto, ela alerta que apenas tentar fugir do padrão não garante transformação. “Se eu decido fazer diferente, eu preciso tratar as minhas feridas traumáticas, para não repetir o padrão ou ficar apenas tentando correr dele”, completou.
Durante a conversa, Ines também ressaltou que o trauma não está apenas no fato vivido, mas na interpretação emocional feita naquele momento. “O trauma não é só o que aconteceu, mas o que você aprendeu daquela situação”, afirmou. Segundo ela, experiências simples, quando mal interpretadas por uma criança, podem gerar marcas profundas que acompanham o indivíduo ao longo da vida.
A hipnoterapia, de acordo com Ines, é uma ferramenta que auxilia no processo de ressignificação. “Eu uso a hipnose para acessar o trauma e desidentificar a pessoa daquela experiência. Ajudar a entender que aquilo aconteceu no passado e que hoje ela está segura”, explicou.
Ela também destacou que o trauma é sempre individual. “Cada pessoa reage de uma forma. O trauma é particular”, disse, lembrando que o cérebro é neuroplástico e capaz de criar novas conexões quando experiências traumáticas são trabalhadas de maneira adequada.
Ao final da entrevista, Ines compartilhou uma frase que resume sua trajetória profissional e pessoal. “Se você não veio de uma família feliz, faça com que uma família feliz venha de você”, afirmou. “Esse tem sido o meu trabalho ao longo dos anos”.
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