Publicado em 10/12/2025 às 17h44 atualizado em 10/12/2025 às 17h44 - Indaiatuba Educação
Foto: Lucas Cardoso/ Mais Expressão
A robótica como ferramenta de transformação social e educacional foi o centro da conversa no episódio do Futuro em Pauta com a equipe Bubbletrons, da Escola Estadual Annunziatta, em Indaiatuba. O programa recebeu o professor Gilson Azevedo, o mentor Pedro Torres e o líder Luiz Fernando, que compartilharam suas vivências dentro do projeto e o impacto direto que ele tem na formação dos jovens.
O Bubbletrons nasceu ainda antes da pandemia, dentro da escola pública, por meio de uma parceria com a John Deere. Porém, com a paralisação das atividades escolares, o projeto precisou ser interrompido. Em 2022, o então diretor Dorival Peromingo buscou novamente a empresa para retomar o trabalho, um movimento que reacendeu o laboratório de robótica e abriu caminho para uma nova geração de estudantes.
Gilson Azevedo, convidado para assumir a parte técnica ao lado da professora Simone, conta que a robótica rapidamente se tornou muito mais do que uma atividade extracurricular. “Os alunos desenvolvem habilidades de trabalho em equipe, criatividade, raciocínio lógico, pesquisa e programação. Eles aprendem a resolver problemas reais, a apresentar projetos e a se comunicar. É um crescimento que extrapola o laboratório”, afirma o professor.
Esse impacto aparece de forma clara nos relatos dos estudantes. Luiz Fernando lembra que descobriu o laboratório por curiosidade, ao perceber uma sala sempre coberta, ao lado da informática. “Eu queria saber o que tinha ali. Perguntei como podia entrar, e por sorte havia vaga. Foi ali que tudo começou.” Pedro reforça que a robótica rapidamente deixou de ser apenas interesse. “Com as competições, o contato com equipes experientes e o aprendizado constante, virou paixão.”
A Bubbletrons já representou Indaiatuba em importantes torneios, incluindo uma etapa em Brasília, onde estiveram entre as 100 melhores equipes do país e puderam conhecer até campeões mundiais. A experiência trouxe motivação e amadurecimento. “Ver de perto o que outras equipes fazem dá vontade de crescer. Isso faz a gente querer evoluir e conquistar mais”, destaca Luiz.
Além da prática, o grupo utiliza ferramentas de inteligência artificial para simular movimentos, testar ideias e otimizar soluções, uma integração que aproxima os jovens de tecnologias que já moldam o mercado de trabalho.
Gilson reforça que a robótica dentro da escola pública gera impactos que vão muito além dos troféus. “É autoestima, é pertencimento. Eles se tornam exemplo para outros alunos. A escola ganha vida. Isso, para nós, é o maior resultado.” Ele também afirma que acompanhar uma equipe que saiu praticamente do zero e hoje sonha com uma etapa internacional é motivo de orgulho e combustível para continuar. “A dedicação deles nos inspira. São muitas horas de trabalho, finais de semana, esforço real.”
Com o avanço da temporada, Pedro e Luiz afirmam estar esperançosos em alcançar uma classificação internacional, um objetivo que, segundo eles, já não parece distante. “A gente sabe que é possível. Estamos trabalhando para isso”, dizem.
A história da Bubbletrons mostra que quando a escola pública recebe investimento, apoio e oportunidades, talentos emergem, portas se abrem e futuros inteiros podem ser reinventados.
Assista à entrevista completa no canal do Jornal Mais Expressão no YouTube.
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