Publicado em 26/12/2025 às 14h00 Indaiatuba Variedades
Foto: Divulgação
Por Flávia Girardi
Há artistas que não escolhem a música, são escolhidos por ela. É o caso de Giovani Boss, cantor saltense que transformou sua paixão pelo som das estradas em profissão e estilo de vida. Nascido e criado no interior de São Paulo, ele cresceu cercado por melodias que o levariam, anos depois, a se tornar um nome querido na cena country nacional.
Na adolescência, foi o rock que primeiro o conquistou. Guitarras, riffs e letras intensas marcaram sua fase de descobertas. Mas foi o country com sua mistura de emoção, poesia e liberdade, que o arrebatou de vez. “Foi quando percebi que a música podia ser uma extensão de quem eu sou”, conta.
Há quase uma década, Giovani trilha uma carreira sólida, marcada por autenticidade e dedicação. Seu repertório vai dos clássicos de George Strait e Josh Turner às composições autorais, e o que impressiona é a naturalidade com que ele transita entre os mundos. Cantando em inglês com pronúncia impecável, ele já confundiu até nativos. “Às vezes as pessoas não acreditam quando digo que sou brasileiro. Já ouvi: ‘Não, você não é’”, diverte-se.
A admiração do público não é apenas pela técnica, mas pela entrega. Giovani canta como quem vive cada letra e o público sente isso. Em uma de suas apresentações nos Estados Unidos, o reconhecimento veio logo nas primeiras notas. “Assim que dei a primeira sílaba, o pessoal já levantou da mesa para aplaudir. Foi uma sensação indescritível”, lembra com brilho nos olhos.
Nem tudo, porém, acontece nos grandes palcos. Algumas das histórias mais curiosas de sua trajetória nasceram em lugares improváveis como em uma festa na casa de Neymar, onde o cantor foi convidado a se apresentar. “O Neymar foi super simpático, mas quem realmente entrou no clima foi o Jimmy Butler, astro da NBA. Ele cantou junto comigo! Foi surreal”, relembra rindo.
Hoje, Giovani é presença constante em casas tradicionais do interior paulista, como a Estância da Estação e a Base Armalite, em Itu, e o Horse Horse BBQ, em Sorocaba. Seus shows passeiam entre o intimista e o contagiante, e o público varia de famílias a apaixonados pelo country. “Gosto dessa mistura, desse contato direto com as pessoas. Cada show é diferente”, conta.
Além de intérprete, ele também se arrisca como compositor, criando músicas que traduzem o espírito livre que o acompanha. Suas letras falam de amor, estrada, superação — temas universais que ganham um sotaque pessoal. “Escrever é uma forma de me reconectar. Às vezes, a inspiração vem de uma lembrança, outras vezes de uma conversa no camarim. Tudo pode virar canção.”
Fora dos palcos, Giovani leva uma vida simples, dividida entre viagens, ensaios e o tempo com a família. O chapéu é quase uma extensão da sua personalidade: um símbolo de pertencimento e liberdade. “O country não é só um estilo musical. É uma forma de viver, de respeitar a natureza, o outro e a si mesmo”, diz.
Em tempos de modismos e hits passageiros, Giovani Boss segue fiel ao que acredita. Carrega no timbre a verdade de quem canta com o coração e na estrada a certeza de que a autenticidade ainda é o maior sucesso que um artista pode ter.
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